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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Marry me Mary



Mary me Mary é outro dorama maravilhoso que encontrei por um acaso enquanto passeava pelo site Dopeka. Devo confessar: meu interesse inicial foi pela foto fofíssima de capa e principalmente o fato do protagonista ter cabelos compridos (não é novidade nenhuma que eu amo caras de cabelo grande!). Depois de ler a sinopse achei que seria uma boa experiência, e realmente foi!

Como podem ser assim tão fofos?

Mary é uma menina pobre que vive com o pai, muito atrapalhado e alegre, atolado em dívidas. Sua mãe faleceu quando era muito pequena e os dois vivem sozinhos, mas seu pai vive fugindo dos cobradores e se metendo em encrencas que a coitada tem que resolver. Ela até mesmo abandonou a faculdade, pois não tinha mais dinheiro para pagar os estudos, e porque tinha que se virar sempre sozinha. Ela tem duas melhores amigas muito malucas e divertidas, e é numa saída com essas amigas que ela acaba atropelando um homem que acabaria mudando completamente sua vida. Mary tenta ajudá-lo, mas ele não teve nenhum ferimento nem parece querer sua ajuda. Com medo de que ele a denuncie, Mary corre desesperadamente atrás dele para que assine um documento afirmando que o atropelamento foi completamente acidental (ela é louca a esse ponto) e acaba chegando a uma casa de shows.

Mu-gyul sendo romântico... Flores para quê? 

O homem que tanto persegue está no palco cantando e tocando guitarra, e por sinal muito bem. É naquele momento que Mary se encanta: não só por sua aparência e seu talento, mas pelo conjunto completo de sua pessoa. Esse rapaz é Kang Mu-gyul, um rockeiro descompromissado e cheio de dilemas. Mais tarde Mary descobre uma bomba: seu pai reencontra um velho amigo de infância muito rico e os dois se lembrar da promessa que fizeram há anos atrás de que seus filhos se casariam. Dessa maneira todas as dívidas da família seriam pagas e Mary teria uma vida de rainha ao lado de Jung-in. Para fugir do casamento arranjado com um completo desconhecido Mary acaba fingindo já estar casada com Kang Mu-gyul, e é então que toda a confusão começa. 

Às vezes parecem duas crianças... E é adorável!

O dorama é cheio de casamentos, um mais confuso que o outro. Mary finge estar casada com Kang Mu-gyul, mas na verdade está prometida a Jung-in e mais a frente os dois chegam até mesmo a se casarem no papel, mesmo contra a vontade dela. Esses casamentos rompem e retornam várias vezes, Mary passeia de uma casa a outra (e de galã a galã também) e nesse meio tempo nós rimos e passamos muita raiva. 
Sobre os personagens: Mary é uma garota encantadora. Desajeitada, mas muito prestativa. Tímida, mas decidida e às vezes até mesmo cabeça dura. Ela é independente, sabe se virar sozinha e no fundo é um pouco solitária. Mesmo com tantos problemas está sempre sorrindo e sendo gentil. Por mais que se sinta coagida a obedecer o pai, ela nega com todas as forças as tentativas dele de controlar sua vida. Inclusive, todo mundo ali parece meter o dedo nas coisas da coitada: o pai, o sogro, o noivo, as amigas... O fato é que mesmo que tenha que seguir os caminhos que lhes são impostos, Mary não é uma comodista e não engole as coisas facilmente. Ela é uma graça: franjinha, cabelo grandão e cacheado, rostinho de criança. Eu simplesmente adoro quando ela fica bêbada!

Mary carinha de bebê e de gatinho abandonado!

E por falar em bebida, Kang Mu-gyul não pode ser deixado de lado. Bonito (e de cabelos compridos), charmoso e músico, leva uma vida desregrada e está a cada dia com uma mulher diferente. Tem problemas com compromissos, mas é muito fiel aos seus amigos e companheiros de banda. A banda dos rapazes é indie e não muito famosa e ele constantemente recebe ofertas para uma carreira solo, mas se recusa a abandoná-los. Ele é mal humorado, vaidoso (principalmente com aquele cabelo) e cabeça dura. Quando está no palco é ainda mais charmoso, e por detrás de toda aquela pose de durão e rockstar existe um rapaz carinhoso e solitário.

Como pode ser tão lindo?

E por fim Jung-in, do outro lado do triângulo amoroso. Filhinho de papai, rico e bem sucedido, é extremamente perfeccionista. Ele é diretor e está produzindo um drama (que por sinal parece nunca ficar pronto). Porém, não tem apoio do pai (que é um peixe grande na indústria do entretenimento), que sempre exige excessivamente do rapaz e, assim como o pai de Mary, gosta de decidir o rumo da vida do filho. Eu adoro uma das cenas em que ele está à mesa, planejando o que dizer e fazer quando Mary chegar, e quando percebe que ela está logo atrás e vendo tudo, fica tão sem graça que cospe o que estava bebendo. Sua expressão é impagável!

Torcer histericamente para os dois ficarem juntos: coisa que eu fiz.

O triângulo amoroso principal é adorável. Mesmo que eu particularmente estivesse torcendo para Kang Mu-gyul, adorava quando Mary estava junto de Jung-in. É realmente triste que ela pudesse escolher apenas um dos dois, já que parecia combinar tanto com ambos. Acredito que o defeito do dorama seja uma certa enrolação em todos os aspectos (na produção do drama de Jung-in, na escolha amorosa de Mary, na descoberta de alguns segredos). Enfim, chegou a um ponto que eu já estava impaciente, louca para Mary jogar tudo para o alto e retomar o controle da sua própria vida, há um segundo de bater nos dois rapazes (por estarem sempre escondendo Mary e não se decidirem logo a respeito dela) e ansiosa para saber o que aconteceria de fato. 

Mais uma das cenas hilárias e muito fofas!

O que sempre me decepciona nos doramas é a falta de contato físico (é preciso esperar muito desenrolar de história para haver um só beijinho, e daqueles mais sem graça), mas consigo compreender. É um contraste muito grande com as séries americanas, brasileiras ou ocidentais, em geral, a que estamos acostumados (onde de cinco em cinco minutos há uma cena de sexo). Mas quem é que não gosta de ver um romance um pouquinho mais intenso? 

Beijo, finalmente!

E para não reclamar muito, Mary me Mary foi um dos únicos doramas que assisti que teve um beijinho um pouco mais emocionante (não só aquela encostada de boca bizarra). Já é uma glória. 
Beijos à parte, o dorama é excelente para rir, distrair-se, ver um pouco de romance e cenas muito fofas e principalmente torcer muito (no meu caso, para ela lascar uma aliança no dedo e fisgar o gato do  Kang Mu-gyul de vez).


Algumas cenas legais (inclusive a do beijo) e uma das músicas muito bacanas que fazem parte da trilha sonora.

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