Páginas

sábado, 30 de agosto de 2014

A litte Thing Called Love [Drama]


É um drama tailandês bem curtinho e divertido. Para quem está acostumado a assistir os japoneses e coreanos, ou até mesmo aqueles que só assistem séries, filmes e novelas ocidentais, a princípio é um tanto quanto estranho. A diferença de idioma é gritante (e à primeira vista até estranho) e até mesmo os personagens são bem diferentes. Mas é uma experiência maravilhosa. 

Hilárias!

Essa é a história de Nam, uma menina desajeitada, nada popular e vista por todos como "feia". Suas únicas amigas também eram do grupo dos "rejeitados" e, como garotas românticas, viviam sonhando com seus príncipes encantados. Nam não era boa nos estudos, exceto em inglês, e não cuidava muito da aparência: usava óculos ultrapassados, tinha o cabelo desarrumado e mal cuidado, não usava maquiagem e não costumava se preocupar com o que os outros achavam de si. Mas era completamente apaixonada pelo galã da escola, jogador de futebol, lindo, apaixonado por fotografia e muito gentil. E esse mesmo rapaz é o desencadeador de uma série de mudanças drásticas na vida de Nam. 

Fofos, fofos, fofos!

Nam começa a mudar não só por amor, mas também pelo pai. Ele vive nos Estados Unidos e quase não as vê (ela, sua mãe e sua irmã mais nova), então um dia manda uma carta dizendo que se ela ou a irmã fossem a melhor da sala nas notas, ele enviaria uma passagem aos EUA. Então Nam começa a se dedicar mais aos estudos e vê o quanto pode ir longe se realmente desejar. Ela também passa por um bando de mudanças físicas: clareia a pele com cremes, para de usar o óculos antiquado, aumenta o cabelo (eu realmente não entendi como o cabelo dela cresceu da noite pro dia; não sei se foi o passar dos anos ou aplique), passa a se vestir melhor e se torna uma linda garota. Além disso, ela sempre foi muito gentil e esforçada e aceita uma série de desafios que a levam diretamente ao sucesso. Mas mesmo assim seu amor parece não notá-la...


Há uma série de fatores a serem destacados. O primeiro deles é a relação de Nam com suas amigas, que é uma graça. Elas são inseparáveis desde pequenas, consideradas rejeitadas, mas enfrentam tudo juntas. São bastante ingênuas, tanto que acreditam naqueles livros de "como arranjar um namorado", e é com um desses livros que elas tentam de todas as maneiras fazer com que Nam conquiste o cara dos sonhos. Já dá pra imaginar que tudo resultou numa grande bagunça, certo? Enfim, eventualmente a amizade delas se desgasta. É impossível que uma das amigas fique popular e não acabe deixando as outras de lado em algum momento, mas no final das contas a gente percebe quem são nossos verdadeiros amigos e que algumas coisas nunca mudam. 

Esse olhar...

Há também a professora de inglês que é hilária, está sempre dando em cima do professor de educação física e é mais desajeitada que tudo. Ela evidentemente pega no pé da Nam, e também é conhecida por liderar o grupo dos rejeitados (ela é que cuida do clube de teatro, onde só os esquisitões entram). Tem uma rixa com a professora bonitona responsável pelo grupo de dança, que é onde todas as meninas querem entrar, mas só as mais bonitas podem. Sinceramente, isso me deixa chocada. Se eu estivesse nessa escola entraria no clube de teatro sem pensar duas vezes! Enfim, é por causa desse clube que Nam interpreta Branca de Neve numa peça e começa sua transformação. Apesar de parecer rabugenta e inconveniente, a professora se preocupa com seus alunos e toma frente desses coitados que são tão mal vistos na escola. O que é uma graça. Outros dois personagens que merecem destaque são a garota insuportável que compete com Nam pelo bonitão e o melhor amigo do protagonista. A garota, rival de Nam, é falsa e usa dos truques mais ridículos pra conseguir fisgar o cara (como fingir que torceu o pé para ele ajudá-la). E também é uma daquelas meninas que pensa que só porque é bonita é superior a todo mundo e tem todos aos seus pés. Nojenta! E por fim o melhor amigo do protagonista, que surge do nada e já desempenha um papel tão importante, é gentil, engraçado e consideravelmente popular, mas um tanto quanto iludido. E, claro, não entende nada de relacionamentos. Quem marca um encontro com uma garota, chega e já manda um "você quer namorar comigo?". Bizarro. 

Beija logo, príncipe!

Também preciso falar um pouco sobre o amado e príncipe galã. Ele, apesar de ser tão popular, é muito gentil e está sempre se opondo a injustiças. É até um pouquinho sem noção (sai oferecendo manga pros outros na rua), inocente e com um jeitinho de menino, mas que faz dele ainda mais charmoso. Tem um complexo porque seu pai, jogador de futebol, perdeu um pênalti num jogo importantíssimo e ele é sempre lembrado disso. Joga mais por diversão e sua paixão mesmo é a fotografia. De início ele me parecia muito indiferente, mas aos poucos fui notando que ele se importava muito mais do que parecia. E que, surpreendentemente, era um cara tímido e inseguro assim como Nam

Parece que Nam não foi a única a se apaixonar... 

É importante ficar atento ao tempo no drama. Os anos passam muito rapidamente e as mudanças também acontecem nessa rapidez, e é fácil ficar para trás. Além disso, no inicinho do drama a cena é do futuro e logo em seguida a história começa a ser contada de fato, em uma ordem cronológica. 
A trilha sonora é uma gracinha, a história principal também e o final de arrepiar. É uma ideia simples, já usada milhares de vezes, mas é um clichê gostoso. O que diferencia é a maneira com que é executado, de forma tão graciosa e sem complicações. Pra rir e se apaixonar também. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário