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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Episode: Campus Crush [Game]


Campus Crush é outra historinha do Episode. Essa é gigantesca: tem mais de cem capítulos! Mas, ao contrário das outras menores, cada capítulo é mais curtinho também, o que justifica os números. E, vale lembrar, cada capítulo acaba numa parte crucial, simplesmente para morrermos de curiosidade e lermos o próximo.

Hayes, o nerdão esquisito, mas muito fofo. 

A história é sobre uma garota que acaba de entrar na universidade através de uma bolsa de estudos. Você não pode escolher a aparência dela, nem dar um nome livremente, mas tem que escolher entre alguns dos que são sugeridos. A minha escolha foi Rebecca. Também pode escolher o curso que ela faz, e a minha escolha foi Literatura (por que será? haha). E a partir do jogo você vai moldando a personalidade da personagem, dando seus toques pessoais. Rebecca consegue essa misteriosa bolsa e não sabe quem a deu, só sabe que, para mantê-la, tem que entrar numa das sororities (como é a tradução em português?). As principais são Eta, Omicron e Upsilon. Rebecca então só consegue pensar nisso e acaba se atrapalhando muito com as aulas. Se ela será uma boa ou má estudante também é escolha sua, assim como os amigos que fará nessa trajetória.

Rebecca e Byron, o meu escolhido para o romance: o típico hipster líder de banda.

Sobre as sororities: Eta é o grupo das populares, Omicron das rejeitadas e Upsilon das estudiosas, a grosso modo. As Upsilon são as garotas mais espertas e inteligentes e estão sempre ganhando prêmios e méritos por seus talentos. Não se importam com festas ou garotos; o que realmente querem é ter uma brilhante carreira acadêmica, e os estudos estão acima de tudo. Não pude conhecê-las a fundo, mas parecem ser muito gentis. Omicron já pouco se importa com as notas, ou com popularidade, ou tudo que considerem futilidades ou imposição da sociedade. São alternativas e se vestem como querem, sem seguir modas ou tentar parecerem bonitas. Gostam de dar festas, mas tudo do jeitinho delas. A casa está recheada de hipsters e as garotas são rejeitadas porque não se encaixam nos padrões da universidade ou da sociedade, e se recusam a se encaixar. Têm personalidades muito fortes, mas são muito legais! Eta é, infelizmente, a que eu mais conheço. Certamente me identifiquei mais com Omicron, mas o desenrolar dos fatos não me permitiu estar junto a elas. As Eta são as garotas mais bonitas e populares do campus, estão sempre na moda e nos holofotes e a única coisa com que se preocupam é a reputação que têm. A irmandade para elas significa emprestar roupas uma as outras, dar festas luxuosas e não roubar os namorados das irmãs. No processo de iniciação das novatas, elas têm que provar sua crueldade e futilidade, que mais representa a casa. Uma das atividades, por exemplo, é tirar fotos de garotas com roupas que elas consideram terríveis, além de comentar o que está errado em alto e bom tom, na frente da garota, num processo de humilhação que não é raro por lá. Outro deles era de que cada uma das garotas ficaria encarregada de um rapaz do Xi (a casa dos rapazes bonitões, fortões, praticamente uma Eta, mas masculina) e entretê-lo. As Eta prezam muito pela reputação que têm com esses rapazes e as casas são complementares: estão sempre dando festas juntos, namorando um com o outro e será por quê? hahaha

Algumas das Eta girls... A loira é Prissy, a líder e mais cruel de todas. Praticamente o Diabo em pessoa.

A história principal é bastante complexa, confusa e cheia de mistérios. Me desagrada um pouco a demora para as coisas começarem a ser esclarecidas; a gente passa praticamente o jogo inteiro no escuro, sem entender nada, até que no fim todas as bombas estouram de uma só vez. Para quem não tem paciência, certamente não vai gostar. Rebecca tem muito mais segredos do que imagina, todos envolvem seu passado e sua família. No meio de todo o drama, ela tem que conciliar ainda as notas, os rapazes e a sorority que decidir entrar. Uma loucura!

Angie, a melhor amiga de Rebecca e provavelmente a personagem que mais detesto. Até mais que a Prissy!

Sinceramente, se eu fosse a Rebecca, já teria chutado o balde. Ela está cercada de cobras, e continua as alimentando. É muito manipulada por todos e não faz nada, não tem controle da própria vida. As Eta por exemplo escolhem até mesmo com quem ela pode sair; ela evidentemente não pertence àquele lugar, mas continua insistindo, quando poderia simplesmente mandar todas elas para o inferno, além de ensiná-las uma boa lição. A certa altura, tudo o que eu queria era que Rebecca largasse esses falsos amigos, as sororities, as aulas, tudo, e se dedicasse a ela mesma, ao que ela quer fazer. 

Rebecca, Angie Falsiane e Kyle, um dos rapazes Xi bonitão.

O final do jogo é bastante vago, e não me agradou muito também. Fica um mistério, deixando abertura para uma segunda temporada, mas as pontas soltas são muitas, e incomodam. O romance também é pouquíssimo desenvolvido. Além desses fatos, os bonequinhos não são muito bonitos e bem desenhados, as escolhas não são assim tão amplas e muitas coisas poderiam ser melhores. 
Certamente não foi o melhor que eu já joguei, mas fui até o final e até que foi divertido. Vale a pena tentar. 

2 comentários:

  1. quando eu chego no episodio 15 eles falam para eu baixar a versão completa de graça, mas quando eu clico para ir para a pagina de download o link não funciona vc sabe resolver

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    1. que estranho, eu joguei tudo de graça e sem precisar baixar nenhuma versão! :(

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