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sábado, 30 de agosto de 2014

A litte Thing Called Love [Drama]


É um drama tailandês bem curtinho e divertido. Para quem está acostumado a assistir os japoneses e coreanos, ou até mesmo aqueles que só assistem séries, filmes e novelas ocidentais, a princípio é um tanto quanto estranho. A diferença de idioma é gritante (e à primeira vista até estranho) e até mesmo os personagens são bem diferentes. Mas é uma experiência maravilhosa. 

Hilárias!

Essa é a história de Nam, uma menina desajeitada, nada popular e vista por todos como "feia". Suas únicas amigas também eram do grupo dos "rejeitados" e, como garotas românticas, viviam sonhando com seus príncipes encantados. Nam não era boa nos estudos, exceto em inglês, e não cuidava muito da aparência: usava óculos ultrapassados, tinha o cabelo desarrumado e mal cuidado, não usava maquiagem e não costumava se preocupar com o que os outros achavam de si. Mas era completamente apaixonada pelo galã da escola, jogador de futebol, lindo, apaixonado por fotografia e muito gentil. E esse mesmo rapaz é o desencadeador de uma série de mudanças drásticas na vida de Nam. 

Fofos, fofos, fofos!

Nam começa a mudar não só por amor, mas também pelo pai. Ele vive nos Estados Unidos e quase não as vê (ela, sua mãe e sua irmã mais nova), então um dia manda uma carta dizendo que se ela ou a irmã fossem a melhor da sala nas notas, ele enviaria uma passagem aos EUA. Então Nam começa a se dedicar mais aos estudos e vê o quanto pode ir longe se realmente desejar. Ela também passa por um bando de mudanças físicas: clareia a pele com cremes, para de usar o óculos antiquado, aumenta o cabelo (eu realmente não entendi como o cabelo dela cresceu da noite pro dia; não sei se foi o passar dos anos ou aplique), passa a se vestir melhor e se torna uma linda garota. Além disso, ela sempre foi muito gentil e esforçada e aceita uma série de desafios que a levam diretamente ao sucesso. Mas mesmo assim seu amor parece não notá-la...


Há uma série de fatores a serem destacados. O primeiro deles é a relação de Nam com suas amigas, que é uma graça. Elas são inseparáveis desde pequenas, consideradas rejeitadas, mas enfrentam tudo juntas. São bastante ingênuas, tanto que acreditam naqueles livros de "como arranjar um namorado", e é com um desses livros que elas tentam de todas as maneiras fazer com que Nam conquiste o cara dos sonhos. Já dá pra imaginar que tudo resultou numa grande bagunça, certo? Enfim, eventualmente a amizade delas se desgasta. É impossível que uma das amigas fique popular e não acabe deixando as outras de lado em algum momento, mas no final das contas a gente percebe quem são nossos verdadeiros amigos e que algumas coisas nunca mudam. 

Esse olhar...

Há também a professora de inglês que é hilária, está sempre dando em cima do professor de educação física e é mais desajeitada que tudo. Ela evidentemente pega no pé da Nam, e também é conhecida por liderar o grupo dos rejeitados (ela é que cuida do clube de teatro, onde só os esquisitões entram). Tem uma rixa com a professora bonitona responsável pelo grupo de dança, que é onde todas as meninas querem entrar, mas só as mais bonitas podem. Sinceramente, isso me deixa chocada. Se eu estivesse nessa escola entraria no clube de teatro sem pensar duas vezes! Enfim, é por causa desse clube que Nam interpreta Branca de Neve numa peça e começa sua transformação. Apesar de parecer rabugenta e inconveniente, a professora se preocupa com seus alunos e toma frente desses coitados que são tão mal vistos na escola. O que é uma graça. Outros dois personagens que merecem destaque são a garota insuportável que compete com Nam pelo bonitão e o melhor amigo do protagonista. A garota, rival de Nam, é falsa e usa dos truques mais ridículos pra conseguir fisgar o cara (como fingir que torceu o pé para ele ajudá-la). E também é uma daquelas meninas que pensa que só porque é bonita é superior a todo mundo e tem todos aos seus pés. Nojenta! E por fim o melhor amigo do protagonista, que surge do nada e já desempenha um papel tão importante, é gentil, engraçado e consideravelmente popular, mas um tanto quanto iludido. E, claro, não entende nada de relacionamentos. Quem marca um encontro com uma garota, chega e já manda um "você quer namorar comigo?". Bizarro. 

Beija logo, príncipe!

Também preciso falar um pouco sobre o amado e príncipe galã. Ele, apesar de ser tão popular, é muito gentil e está sempre se opondo a injustiças. É até um pouquinho sem noção (sai oferecendo manga pros outros na rua), inocente e com um jeitinho de menino, mas que faz dele ainda mais charmoso. Tem um complexo porque seu pai, jogador de futebol, perdeu um pênalti num jogo importantíssimo e ele é sempre lembrado disso. Joga mais por diversão e sua paixão mesmo é a fotografia. De início ele me parecia muito indiferente, mas aos poucos fui notando que ele se importava muito mais do que parecia. E que, surpreendentemente, era um cara tímido e inseguro assim como Nam

Parece que Nam não foi a única a se apaixonar... 

É importante ficar atento ao tempo no drama. Os anos passam muito rapidamente e as mudanças também acontecem nessa rapidez, e é fácil ficar para trás. Além disso, no inicinho do drama a cena é do futuro e logo em seguida a história começa a ser contada de fato, em uma ordem cronológica. 
A trilha sonora é uma gracinha, a história principal também e o final de arrepiar. É uma ideia simples, já usada milhares de vezes, mas é um clichê gostoso. O que diferencia é a maneira com que é executado, de forma tão graciosa e sem complicações. Pra rir e se apaixonar também. 


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Amores platônicos [Texto]

A minha vida inteira me perseguiram. Uma pessoa linda, brilhante e diferente de tudo o que eu já conheci. Uma pessoa que, assim como as outras, era incapaz de me tirar do meu mundinho fechado. Mas entrava nele e o fazia ainda mais fantasioso. Uma pessoa capaz de invadir meus pensamentos, meus sonhos e minhas esperanças mais profundas e escondidas. Mas uma pessoa que eu nunca poderia ter. Uma pessoa longe, e nesse caso a distância física é infinitamente melhor. Não há nada mais doloroso do que estar há milhas de distância de alguém que passa ao seu lado todos os dias. Uma pessoa que já pertencia a outra. Uma pessoa que não pertencia a ninguém. Uma pessoa que nunca passaria de um doce sonho. Esses rostos eventualmente apareciam em meus sonhos. Sonhos que não tinham nada demais, mas eram intensos a ponto de encher minha mente de teorias malucas e meu coração de sentimentos reprimidos. Já perdi a conta de quantas vezes isso já aconteceu. Chega a ser inexplicável: às vezes não sabemos o nome, de onde veio ou para onde vai, ou vemos aquela pessoa uma única vez na vida. É o suficiente para deixar uma marca muito forte. Seja por uma personalidade envolvente, um olhar sincero e profundo, ou simplesmente a sensação que aquela pessoa nos dá simplesmente por sua existência. Algumas pessoas significam muito mais do que o habitual; representam liberdade, alegria, perseverança... São capazes de despertar os mais diferentes sentimentos em nosso coração. Mas às vezes nada disso acontece; não há motivo algum. É como se víssemos algo que ninguém mais pudesse ver, e aquilo nos encanta. Por mais romântico que pareça, às vezes nos apaixonamos por almas. Mas isso dói demais. Amores platônicos nunca darão certo, e essa é a verdade nua e crua. Às vezes nós até nos recusamos a torná-los reais; o que os deixa tão mágicos é justamente o fato de que nunca irá acontecer. É um sonho que já nasce morto. É uma esperança irracional e pessimista, mas que a gente alimenta por pura ilusão ou por masoquismo. Mas essa dor não traz prazer nenhum. A melhor solução é esmagá-los. Sufocá-los antes mesmo que possam tomar forma. Fingir que não existem. Os amores platônicos se alimentam de nossas ilusões mais doces e infantis, que são massacradas facilmente com um pouco de pensamento racional. O amor platônico parece ser o único tipo de amor capaz de chegar até mim. Mas eu já desisti. Todas as fantasias são doces, mas tornam-se amargas quando tocadas pelo mínimo de realidade. Bem, eu acho que não estava realmente apaixonada por cada uma daquelas pessoas. Mas apaixonada pela ilusão que me traziam, e pela memória que tinha delas em minha mente. Memória essa que também não existia. Tudo era inventado e irreal. E não era justo. Não era justo comigo, por ingerir um veneno fantasiado de afrodisíaco. Nem justo com aqueles a quem minha paixão era direcionada; eu usava suas imagens sem permissão. Eles nunca foram nem nunca seriam nada do que eu jamais imaginei. Todos saíam prejudicados, de uma forma ou de outra. E é por isso que se eu te vir algum dia desses, eu vou virar o rosto. Vou fingir que você não existe. Vou fingir que está morto. Mais uma ilusão, mas essa não me machuca tanto. Até me traz conforto. Vou fechar os olhos pra sua beleza física, que encanta tanto minha visão. Mas, principalmente, vou fechar meus olhos internos e ignorar a beleza invisível que faz de você um ser que meche tanto comigo, mesmo que provavelmente nunca passemos de dois desconhecidos. E aí, então, eu vou sorrir. Desse veneno afrodisíaco... Eu não preciso mais. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

You're my pet [Movie]



You're my pet é um filme coreano muito divertido e agradável. Escolhi assisti-lo por dois motivos exclusivamente estéticos: um deles era que o protagonista era Jang Geun Suk (o mesmo ator principal de Marry me Mary, já comentado aqui por mim antes, e outros dos quais ainda não comentei) e que é, provavelmente, um dos meus maiores crushs (junto com Lee Min-hoe também porque gostei da foto no cartaz. Li a sinopse, tive interesse e fui em frente, principalmente por ser tão curtinho.

 Soltar a franga quando ninguém está vendo... Quem nunca?

A história principal é de uma mulher bonita, madura e bem resolvida em todos os sentidos possíveis. Ela tem um cargo prestigiado no trabalho, é cheia de confiança e força e totalmente o oposto das garotinhas imaturas que costumamos ver como protagonistas. A protagonista, como uma jovem qualquer, também tem seus conflitos e futilidades, mas uma mentalidade muito madura em certa medida. A verdade é que com o trabalho, a vida praticamente sozinha e outra série de fatores, ela se torna uma personagem forte e cheia de confiança que aos poucos faz com que lhe demos nossa confiança também. 

Uma das cenas hilárias do filme. Mas gente...

Voltando ao enredo, tudo parece perfeito em sua vida, exceto a parte amorosa. Ela é uma solteirona assim como a maior parte de suas amigas, e como uma mulher já adulta, obviamente sofre pressão para encontrar um companheiro. Sua falta de fé e interesse nos relacionamentos é porque seus pais vivem brigando e falando em divórcio, e porque ela na maior parte do tempo está concentrada demais no trabalho e em si mesma para dar abertura a uma outra pessoa para que entre em sua vida. Mas solitária, é aí que ela começa a se perguntar se está na hora de encontrar um animal de estimação, já que são companheiros e não trazem tantos problemas quanto um parceiro amoroso. 

Nhaw... Parece um gatinho :3

Ela acaba "adotando" um dançarino sem eira nem beira que quer vida fácil. Desafiado e tentado a viver numa casa grande, bonita e confortável em troca de praticamente nada, ele aceita ser o novo animalzinho de estimação dela. Ela então passa a chamá-lo de Momo (o nome do seu antigo cachorrinho) e tratá-lo como animal, lavando seu cabelo, dando-lhe comida e estabelecendo uma série de regras de como uma relação entre animal e dono devem ser. Momo aceita e se diverte; apesar da situação lhe ser constantemente desfavorável, ele sempre encontra uma maneira de virá-la a seu favor. Mas era óbvio que isso não poderia dar certo.

Olha a selfie!

Ela acaba encontrando um possível príncipe encantado (um homem bonito, rico e simpático), que era seu grande amor na juventude e que parece estar muito interessado nela. Além disso, não pode deixar que as pessoas descubram que Momo não é um cachorro, mas uma pessoa. Afinal, quem não estranharia uma relação tão bizarra e não veria com outros olhos um homem e uma mulher vivendo juntos sobre o mesmo teto? Momo, apesar de não parecer ter onde cair morto, também tem uma vida: amigos, a dança que é sua grande paixão, e um futuro bastante promissor. Aos poucos os dois vão se tornando cada vez mais próximos e hilários: ela não consegue parar de se preocupar com ele e ele não consegue parar de importuná-la. A verdade é que às vezes a relação entre os dois mais parece a de uma babá e uma criança. Mas ele incontestavelmente se comporta e lembra um cãozinho amoroso e fofo, principalmente quando se deita em seu colo querendo atenção. 

 Na esperança de encontrar um desses na porta de casa. Adotaria sem pensar duas vezes!

Quem não gostaria de ter um bichinho de estimação assim? A verdade é que ele certamente não era só um bichinho de estimação, muito menos um animal. Era um humano com sentimentos e necessidades, e eventualmente se envolve mais do que deveria. Ela demora muito tempo para perceber isso, mas parece fazê-lo na hora certa.

 Esses dois... Já amo!

É um romance agradável, sem muito drama e complicações. As coisas acontecem de uma maneira muito rápida também, devido ao curto período de tempo. O ponto forte fica com as cenas cômicas e ao mesmo tempo fofas. A cena do beijo não deixa a desejar (finalmente um beijo de verdade!) e a minha preferida é a que os dois dançam juntos próximos a uma fonte. Muito gostoso de assistir!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Por detrás dos olhos [Texto]

Ela tinha medo de que a olhassem nos olhos e vissem por detrás deles. Que vissem seus medos, suas angústias, seus sonhos. Que enxergassem por detrás da máscara que todo ser humano usa, e eventualmente deixa cair. Não se tratava de falsidade. Era a maneira mais eficaz de proteger a própria essência e os sentimentos mais profundos, sensíveis demais para serem expostos de maneira direta. Tinha pavor de que alguém a lesse corretamente e enxergasse cada um de seus segredos mais intensos e confusos. Receio de que alguém a compreendesse. Medo que enxergassem sua alma, e então visse o quanto ela era uma pessoa triste. Triste por natureza, triste por experiência, triste por paixão. Triste de alma e triste principalmente porque, toda vez que alguém a olhava nos olhos, não podia ver nada. Bem, talvez ninguém jamais entendesse sua alma, ou sua tristeza. Mas talvez alguém não só fosse capaz de mergulhar naqueles olhos, mas expor a própria tristeza dos seus.

domingo, 10 de agosto de 2014

Nicole [Game]


Nicole é mais um jogo da Winter Wolves maravilhoso que joguei há um bom tempo atrás, mas só agora venho falar a respeito. Volto a repetir: é um jogo pago (apenas a versão demo é gratuita) e todo em inglês. Mas definitivamente vale a pena! 
Os personagens são lindos e a maneira com que são desenhados é impecável. Eu adoro os traços da maior parte dos jogos da Winter Wolves, e principalmente de Nicole. A história também é muito bem elaborada, cheia de possibilidades e com finais adoráveis. É impossível não se apaixonar pelo gênero Visual Novel com tantos pontos positivos, como histórias mais complexas e bem elaboradas e a oportunidade de fazer escolhas e tomar rumos variados. Quando o jogo é bem desenhado, tem uma história particularmente cativante e outras vantagens a mais, melhor ainda!
Nicole é uma jovem linda, loira e que adora fazer compras. Ela acaba de ingressar na faculdade e está animada com a vida de universitária. Nicole é aparentemente uma daquelas garotas bonitas e sem cérebro que estão na faculdade para se divertir, mas é completamente diferente. Ela cursa direito, é muito responsável sobre os estudos e tem outro vício além de fazer compras: um site chamado Rollr onde você posta um pouco sobre tudo; fotos, textos e coisas que combinem com a sua personalidade. O nome de Nicole do site é HautaCouture e ela geralmente posta sobre moda, coisas fofas e super heróis; sua maior inspiração no site é Voix, dono de sua página preferida. É impossível não notar a semelhança do site Rollr (fictício) com o Tumblr. Provavelmente o Tumblr foi a inspiração para a criação do Rollr, mas apenas mudaram o nome por pura conveniência. Fazer um site tão parecido com o real e que amamos tanto foi apenas mais uma maneira de fazer com que os jogadores se sintam ainda mais próximos da trama. Qualquer garota que acaba de entrar para a universidade, que ama essas redes sociais e tem pelo menos um pouquinho em comum com Nicole é capaz de se identificar.
Enfim, Nicole acaba dividindo quarto com Chandra, uma moça bonita e gentil que é líder de torcida e que quase não fica no alojamento. Nicole vem de longe só para os estudos, assim como grande parte das pessoas nas grandes universidades pelo mundo. A trama começa a esquentar quando Nicole descobre o desaparecimento de algumas garotas no campus e se interessa pelo mistério, já que a polícia parecia não ter grandes avanços. Mas a coisa muda de figura quando ela começa a ser perseguida, recebe mensagens estranhas e parece se tornar o mais novo alvo do sequestrador.
O mistério é interessante e é o que dá vida à história, já que a maior parte dos acontecimentos é relacionada a ele. Mas devo confessar: o que mais me interessava era o romance, e o mistério ficava como um bônus. E como toda Visual Novel que se preze há pretendentes perfeitos (que a gente nunca sabe qual escolher) e no final acaba jogando a história de cada um. Esses pretendentes são Jeff, Ted, Darren e Kurt.
Jeff é o primeiro rapaz que Nicole encontra na universidade; bonito, bem vestido e simpático, ele impede que ela fique perdida em seu primeiro dia e a leva até o prédio onde acontecerá uma de suas aulas. Jeff é um cara inteligente, estudante de farmácia, um dos queridinhos do professor e trabalha no laboratório de química. É visto por todos como um gênio, mas sua personalidade é muito diferente do que aparenta ser. Na verdade ele é um cara egocêntrico, obcecado por perfeição e que faz de tudo para ser aceito pelos outros, mesmo que tenha que fingir. Tem muito de cientista louco: está procura de uma poção que o faça ser amado por todos e pratica alquimia. Tem até mesmo a risada clássica dos cientistas loucos dos filmes! Faz muita coisa errada, mas talvez não seja tão ruim por dentro. Jeff é a peça chave do jogo.

Assistente de um cientista louco e gato... Quem nunca sonhou em ser?

Lindos!

Ted é o inimigo número um de Jeff (os dois se odeiam). Ted faz o mesmo curso que Nicole, os dois tem algumas aulas juntos e ele vem do interior, por isso tem um sotaque muito marcado. Sotaque esse que o irrita bastante se comentado, já que muitas pessoas fazem piada com seu jeito de falar. Ele é mal humorado, trabalha numa loja de conveniência e tem um pai muito gato. É secretamente um ótimo dançarino, muito tímido e perfeccionista. O jeito emburrado dele é definitivamente um charme. Ted esconde alguns problemas familiares e razões que fazem com que ele seja quem é. E, é claro, só se abre para a pessoa certa.

 Fogos de artifício com Ted... Um belo programa romântico.

Quem foi que disse que namorar o chefe não é permitido?

Darren é um rapaz completamente tímido e quase invisível. Nicole constantemente tenta se aproximar dele (já que fazem uma aula juntos), mas todas suas tentativas são frustradas. A verdade é que a timidez de Darren impede que ele faça novos amigos, mas aos poucos ele vai se abrindo a ela, tão insistente e espontânea. Darren é educado, inteligente, sensível, ama ler... Tem tudo o que um homem perfeito deveria ter. Mas ao mesmo tempo é muito inseguro; se esconde por detrás de um nome que não lhe pertence e de uma personalidade que não é a sua, simplesmente porque acredita que se as pessoas vissem quem ele realmente é de verdade, não o aceitariam. O que em partes é verdade, mas só depois de um tempo ele percebe que vale a pena se abrir a algumas pessoas e confiar em si mesmo.

Hora da selfie... Essa vai pro Rollr!

Tão intelectual que até mesmo os beijos são na biblioteca... Ah, Darren!

Por fim Kurt. Kurt é o melhor amigo de Darren (os dois dividem o quarto), embora tenham personalidades tão opostas. A amizade dos dois é bem fofa, porque ambos mudam quando estão um com o outro e para melhor. Kurt Madry é loiro, alto, forte, jogador de futebol americano e típico playboy. Vem de família rica, tem tudo o que quer, é arrogante e garanhão. Mas é provavelmente meu rapaz favorito em todo o jogo; acaba mudando aos poucos e tomando jeito na vida, mas ao mesmo tempo não muda sua personalidade abusada e extrovertida. Kurt tem muito mais problemas do que aparenta, mas se esconde por detrás de uma falsa indiferença. Não é superficial como parece; é apenas um rapaz tentando alcançar seu sonho e fazer com que todos acreditem nele. E que eventualmente encontra uma garota diferente de tudo o que ele conhece e se deixa ser mudado por ela.

Ah, Madry... Até eu faria uma apresentação especial para você, com direito a roupa de líder de torcida e tudo!

 A imagem mais picante do jogo... É disso que a gente gosta!

Enfim, o jogo é uma delícia! Não muito longo (principalmente quando já se concluiu uma vez, então basta dar atenção aos diálogos especiais com o rapaz escolhido) e muito bem elaborado, e, claro, com imagens encantadoras. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Mais um dia no paraíso [Texto]

É muito difícil esquecer o passado. Querendo ou não, é parte de quem somos. Toda vez que fecho meus olhos, ele está lá para me assombrar. Vem a mim em flashes de memórias; em cheiros, cores e sensações. O passado é autoritário; ele não desaparece simplesmente de acordo com a minha vontade. Costuma ressurgir nos momentos menos importunos. Eu não sei o que é mais deprimente. Provavelmente o fato de que, por mais que não fosse feliz naquela época, sou ainda menos agora. Acho que talvez eu sinta saudades.
Nesse longo caminho eu me perdi. Com o passar dos anos ele foi se tornando cada vez mais tortuoso e eu abandonei a coisa mais importante que possuía. Eu não sei mais quem eu sou, mas odeio quem quer que seja.
E mais um dia se passa no paraíso. Eu tenho pensado sobre isso incessantemente: por que é que nos livramos de algumas pessoas como se não passassem de objetos? Por que as deixamos partir de nossas vidas? Por que não somos aquele a tomar a iniciativa e manter o que nos é importante? A resposta parece clara demais. Nós temos medo de nos machucar.
É por isso que o passado parece tão doloroso para mim? Porque eu deixei pessoas demais para trás? Pessoas que um dia imaginei que seguiriam todo o percurso comigo... Não só escolheram caminhos diferentes e opostos, como também desistiram de caminhar. Isso é o que me assombra mais.
A maior parte das pessoas diz que não se pode mudar o passado. O máximo que podemos fazer é tornar nosso presente mais agradável e decidir os rumos de nosso futuro. Mas o que fazer quando o início foi arruinado? O meio e o fim também não serão prejudicados? A verdade é que existem sim coisas que podemos mudar no passado. Não fatos. Mas o que sentimos sobre eles. Não se pode seguir em frente quando ainda se vive no que já aconteceu. Eu não posso voltar atrás e mudar o rumo da minha própria vida. Não posso dizer a mim mesma o desastre que me aguarda. Tampouco posso recuperar as pessoas que abandonaram meu caminho e o deixaram ainda mais difícil de ser percorrido. Não posso fazer com que eu mesma não desistisse de mim e me tornasse o que sou agora. Mas posso mudar a maneira com que todos esses fantasmas assombram minha vida. Posso trancafiá-los numa gavetinha do meu subconsciente e tentar começar tudo de novo. Posso fingir que nada nunca aconteceu. A ignorância é uma bênção. E posso fazer com que nunca mais voltem a me assombrar novamente. Afinal, essas lembranças estão todas mortas. Eu posso não estar em situação muito diferente agora, mas uma vez que impedir que elas me levem junto a seu tenebroso destino, essa será minha vantagem: eu estou viva.
E sempre haverá amanhã.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ghost stories [Music]


Comprei o último do CD do Coldplay há algum tempo, mas ainda não tinha encontrado a oportunidade para falar sobre ele por aqui. O álbum se chama Ghost Stories e o nome não é a única coisa interessante sobre o mais novo trabalho da banda. Tenho que confessar: estou viciada. Escuto durante o dia, durante a noite, no carro, na hora de dormir... E ainda não me cansei.


Houve muitas críticas em relação a esse novo álbum e o conceito que ele apresenta. Muitos fãs e não fãs andavam dizendo que as canções eram muito melancólicas e não condiziam com os trabalhos mais recentes do Coldplay. Estão certos em alguns aspectos: as músicas são, sim, muito melancólicas. Mas isso não deve ser visto como algo pejorativo. São, também, um pouco diferentes dos trabalhos mais recentes da banda, que eram canções mais animadas. Mas qualquer um que os acompanhe desde o início da carreira sabe muito bem que o que difere de todo o trabalho já feito por eles até agora não é a melancolia do Ghost stories, mas as músicas animadas e com refrões chicletes que eles andavam fazendo. Também não digo isso de maneira pejorativa, mesmo porque algumas dessas músicas como Paradise ficaram muito famosas e tocavam em tudo quanto é lugar, trazendo mais popularidade à banda. Mas Coldplay, desde o princípio, foi uma banda com músicas mais lentas e letras sensíveis, sendo elas tristes ou não. Esse sempre foi o diferencial da banda.


Basta pegar canções como A message ou The Scientist para perceber que Ghost stories não foi um álbum tão diferente e inesperado assim. Os trabalhos da banda podem ir mudando e evoluindo com o passar do tempo, mas a essência permanece a mesma. E por mais que uma porção de gente me apedreje por isso, considero Ghost stories o melhor álbum da banda feito até hoje.


É claro que não se pode competir tão facilmente com canções poderosas como Yellow, Fix you e vários outros sucessos da banda. Mas acredito que o álbum contenha músicas quase tão poderosas e marcantes quanto as citadas acima. A banda está experimentando coisas novas e isso é claro em cada uma das canções: as letras podem não parecer tão diferentes assim, mas as melodias definitivamente são inovadoras. É por isso que também nos fazem experimentar as mais diversas sensações ao ouvi-las.


Always in my head



Eu penso em você
Eu não tenho dormido
Eu acho que consigo
Mas eu não consigo esquecer
Meu corpo se move
Vai para onde eu quiser
Mas, embora eu tente, meu coração continua parado.
Ele nunca se move
Só não sai do lugar
E a minha boca saliva para ser satisfeita
E você está sempre na minha cabeça
Você está sempre na minha cabeça
Isso
Eu acho
É pra te dizer que te escolhi
De todo o resto


Magic
Magic é a mais conhecida do álbum e tem um clipe lindo! Definitivamente uma canção belíssima e um dos meus clipes preferidos da banda.


Chame de mágica
Chame de verdade
Eu chamo de mágica
Quando estou com você
E eu acabei de ser quebrado
Quebrado em dois
Mas ainda chamo de mágica
Quando estou perto de você
Chame de mágica
Me corte em dois
E com toda sua mágica
Eu desapareço de vista
E não consigo superar
Não consigo te superar
Continuo chamando de mágica
Como uma joia preciosa
Quero cair, cair bem longe
Eu quero cair, cair com força
E eu chamo isso de mágica
E eu chamo de verdade
Eu chamo de mágica
E se você me perguntasse
Depois de tudo que nós passamos
Se ainda acredito em mágica
Sim, acredito
Claro que acredito


Ink


Fiz uma tatuagem que diz "Juntos pela vida"
Esculpi seu nome com o meu canivete
E você se pergunta se quando você acordar vai ficar tudo bem
Parece que há alguma coisa quebrada por dentro
Tudo o que sei, tudo que eu sei
É que estou perdido sempre que você vai
Tudo o que sei é que eu te amo demais
Tanto que dói
Tenho uma tatuagem e tudo bem se doer
Só queria uma maneira de mantê-la dentro de mim
Tudo o que sei, tudo que eu sei
É que eu estou perdido em seu fogo
Eu vejo a estrada e começo a subir
Vejo que suas estrelas começam a brilhar
Eu vejo suas cores e estou morrendo de sede
Tudo o que sei é que te amo tanto
Tanto que dói


True Love

Por um segundo, eu estava no controle
Havia conseguido, mas agora perdi
E o tempo todo o fogo se acendia
E eu queria que tivesse me deixado saber
O que realmente estava acontecendo
Te perdi agora, você me deixou ir
Mas pela última vez
Lembre-se do tempo
Em que eu era seu e você era cega
O fogo brilhava em seus olhos
E nos meus
Então diga que você me ama
E se não me ama, então minta
Minta para mim
E chame isso de amor, amor verdadeiro


Midnight


Na escuridão antes do amanhecer
No turbilhão da tempestade
Quando eu estou rolando com os golpes
e a esperança se foi
Deixe uma luz, uma luz acesa
Milhões de milhas de casa
Mergulhado no turbilhão
Quando eu estou rolando com o trovão
Deixe uma luz, uma luz acesa
Na escuridão antes do amanhecer
Deixe uma luz, uma luz acesa

Another's arms


Tarde da noite assistindo TV
Costumava ser você aqui ao meu lado
Costumava ser seus braços em volta de mim
Seu corpo no meu corpo
Quando o mundo não significa nada pra mim
Em outros braços
Quando a dor apenas me rasga diretamente
Em outros braços
Tarde da noite assistindo TV
Costumava ser você aqui ao meu lado
Há alguém lá para me atingir?
Ou alguém lá para me encontrar?
Quando a dor apenas me rasga diretamente
Em outros braços
E isso é apenas tortura para mim
Em outros braços
Puxe-se para dentro de mim
Em outros braços
Tenho que te puxar para perto de mim
Em outros braços
Tarde da noite assistindo TV
Gostaria que você estivesse aqui ao meu lado
Gostaria que seus braços estivessem em volta de mim
Seu corpo no meu corpo


Oceans
Já comentada por mim aqui anteriormente, essa é uma das minhas favoritas da banda (se não a favorita). A letra, a melodia, a voz doce e suave... Tudo contribui para que seja uma canção linda, melancólica e capaz de despertar muitos sentimentos.


Espero pelo seu chamado, amor
A ligação nunca veio
Pronto para seguir
Pronto para reivindicar
Estou pronto para tudo isso, amor
Estou pronto para a mudança
Me encontre debaixo do sol
Me encontre de novo, na chuva
Atrás das paredes, amor
Estou tentando mudar
Estou pronto para isso tudo, amor
Estou pronto para a dor
Então me encontre debaixo dos céus azuis
Me encontre de novo, na chuva
Você tem que se encontrar sozinha nesse mundo

Você tem que se encontrar sozinha

A sky full of stars
Outra música do álbum que tem se tornado muito popular. A maioria das pessoas acharia que essa é a melhor canção do Ghost stories, mas minha opinião é exatamente o contrário. Não gosto da pegada mais eletrônica da música e acredito que destoa muito do restante do álbum, mas não é necessariamente ruim. É só a que eu menos gosto.


O
A última música do CD e com um título um tanto quanto enigmático. É outra que já entrou para minha lista das preferidas da banda. Essa música é tão delicada, simples e apaixonante... Ouvi-la me traz as mais variadas emoções, sensações calmas, quentes e boas. Exprime exatamente como a música pode ser bela, sensível e tocar profundamente aqueles a que ela alcança.


Um bando de pássaros
Pairando acima
Apenas um bando de pássaros
É assim que você pensa no amor
E eu sempre
Sempre olho para o céu
Rezo antes do amanhecer
Porque eles sempre voam
Às vezes, eles chegam
Às vezes, eles se vão
Voam
Um bando de pássaros
Pairando acima
Em meio à fumaça, me viro e me elevo
Seguindo-os
Ainda assim
Sempre olho para o céu
Rezo antes do amanhecer
Porque eles sempre voam
Num minuto eles chegam
E logo depois se vão
Eles Voam
Voam
Então voe, vá
Um dia talvez eu voe ao seu lado
Então voe, vá
Um dia talvez eu possa voar com você
Voe

Para aqueles que torceram o nariz à primeira vista, que acham que Coldplay já teve melhores trabalhos ou qualquer coisa do tipo, não custa nada dar uma chance às coisas novas feitas por eles. Talvez na primeira vez cause estranhamento, mas depois de ouvir algumas vezes e se permitir sentir cada uma das músicas, suas ideias mudem. E se continuarem com o mesmo pensamento negativo anterior, basta ter consciência de que tudo se trata de gosto, e que muitas outras pessoas, como eu, acharam o CD simplesmente fascinante.