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sábado, 24 de dezembro de 2016

Flower Boy Ramen Shop [Drama]


O dorama conta a história de Yang Eun Bi, uma ex jogadora de vôlei que deseja se tornar uma professora, e acaba conhecendo e reencontrando rapazes que vão virar sua vida de cabeça para baixo: Woo Hyeon Woo, um menino gentil e amigável; Kim Ba Wool, o adolescente rebelde e problemático;  Kang Hyeok, o homem misterioso e cheio de peculiaridades; e, por fim, o playboy Cha Chi Soo, que é egoísta e excêntrico. 
É uma história extremamente clichê, assim como seus personagens. Eles têm perfis bem definidos e até mesmo suas particularidades não fogem ao padrão: Woo Hyeon Woo é o rapaz bonzinho e que é legal com todos, mas que passa dificuldades por causa das dívidas do pai; Kim Ba Wool é valentão e barulhento, mas muito gentil e preocupado e Cha Chi Soo, embora seja completamente mimado e arrogante, é um rapaz solitário, que não teve o carinho da família e, por isso, não sabe diferenciar o certo do errado. Dentre eles, o mais particular é Kang Hyeok, que é gentil e o típico friendzone, mas é também chef, possui alguns mistérios em relação à sua família e gosta de dormir em qualquer lugar que encontra. 

Kang Hyeok e sua suposta timidez é hilária e adorável.

No entanto, nenhum desses personagens é muito bem aprofundado. A própria protagonista, Eun Bi, é rasa e sem muita lógica em suas ações. Em alguns momentos ela é extremamente ingênua e infantil; em outros é forte e decidida. Mas é feita de extremos: ou age como uma menininha de quinze anos, ou como uma velha maluca e agressiva. Nos primeiros episódios, ela é simplesmente insuportável e provavelmente fez com que muitos desistissem do dorama. Ela não age de acordo com sua idade, não corre atrás de seus sonhos e, outro clichê, não sabe escolher quem realmente ama até o último segundo. 

Alguns dos momentos mais marcantes do dorama.

O final foi extremamente decepcionante para mim, e para muitas outras pessoas. Muitos dos personagens foram simplesmente esquecidos (também no decorrer dos episódios), não tendo sequer uma única cena explicando que fim tomaram. Outros não tiveram evolução alguma, como a Cisne Branco (ou Lírio Branco), que continuou agindo exatamente do mesmo jeito, como se não tivesse aprendido nada com os acontecimentos. O relacionamento de Chi Soo e do pai também é completamente estranho, assim como o desfecho dos dois. 

Kim Ba Wool tem um sorriso lindo e covinhas irresistíveis.

Em alguns momentos, o humor presente acabou extrapolando, porque as cenas sérias são raras, o que acabou tornando a história muito "bobinha". É um festival de clichês, extremamente previsível e com muitas pontas soltas.  
O romance principal também é raso e acontece de forma súbita e sem sentido, ao invés de ser gradual e ir evoluindo. Pessoalmente achei que os protagonistas não combinavam nem tinham química alguma (tanto fisicamente, quanto em suas personalidades). É claro que eu shippei errado, como sempre, mas não pude evitar me apaixonar por Kang Hyeok. A formação do triângulo amoroso serve para enrolar a história, já que desde o primeiro episódio fica bem claro quem ela escolherá. No entanto, gostei do jogo que ela faz com os dois e dos momentos em que ela é ousada, que são também raros. 

Essa é uma das minhas cenas preferidas. Dá uma olhada nesse corpinho!

Um dos personagens que mais me irritou foi o pai de Chi Soo, que é completamente contraditório. Ao mesmo tempo em que ama o filho e quer protegê-lo a todo custo, é frio e o afasta sempre que pode. Além disso, é difícil entender como aquele homem vivia. Para que serve tanto dinheiro, quando ele apenas ficava enfurnado em casa, vendo documentários e relaxando na banheira, com as pernas para cima o dia todo? Talvez por isso ele seja tão chato. Além dele e da própria Eun Bi, que já citei antes, a Cisne Branco é a que mais me tirou do sério, com seu jeito cínico e sonso, e sua mania de querer ter todos os homens ao mesmo tempo, mas ter ciúmes quando eles faziam o mesmo. Além disso, sua voz anasalada e o rosto que me parece feito de cera particularmente me irritaram.

Cha Chi Soo sendo kawaii.

Mesmo com todas essas falhas, é um dorama extremamente divertido e que me arrancou risadas verdadeiras. É bom para se distrair e passar o tempo, ou para dar uma "limpada" nos olhos, com tantos rapazes bonitos. E, se algo se salva em toda essa história, é o romance entre Kang Dong Joo (a melhor amiga de Eun Bi) e o treinador. Dong Joo é uma das poucas personagens com profundidade, embora não seja tão explorada e os motivos para suas ações e jeito de pensar só apareçam muito no final. No entanto, quando vemos seu passado mesmo de relance, entendemos perfeitamente por que ela é como é. O romance dos dois é duradouro, maduro na medida do possível, e que foi evoluindo gradativamente, de forma delicada e divertida. 

"Que tipo de país eu salvei na minha vida passada?" Garota de sorte!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Dandelion: wishes brought to you [Game]


Hoje vim falar sobre esse jogo incrível que tem consumido bastante do meu tempo: Dandelion, wishes brought to you. É um jogo que já conheço há alguns anos e cobicei muito, mas só pude adquiri-lo recentemente. É pago e disponível em inglês e tem muitos aspectos positivos para enlouquecer qualquer fã de Visual Novel: uma arte muito bonita e delicada, personagens carismáticos e lindos, uma história interessante e bem construída e uma trilha sonora muito bacana que inclui até mesmo as vozes dos personagens! Tem uma grande variedade de cenários e atividades disponíveis, cinco candidatos para romance e alguns finais que incluem cenas, imagens e extras com cada um dos rapazes. Não deixa a desejar em nenhum aspecto.

Algumas cenas divertidas, que quase sempre envolvem um jantar desastroso. 

Sobre a história: tudo gira em torno da protagonista Heejung, que é uma menina insegura e muito ocupada. Ela tem uma vida entediante, que se resume ao trabalho e aos estudos, sempre se esforçando ao máximo para ser boa em tudo, e por isso sacrifica seus interesses pessoais. A única coisa que ama fazer é pintar, mas tem muitas inseguranças em relação ao seu talento, além de todos os outros aspectos da vida. Isso tudo por causa da péssima relação com a mãe, que sempre depositou muitas cobranças na filha que, mesmo vivendo sozinha e se tornando relativamente independente, vive às sombras das expectativas dela. Heejung tem um único amigo, Heejae, mas tudo muda quando um dia encontra uma cesta com animais e decide cuidar dos bichinhos. Eles passam a alegrar sua vida e preencher seus dias, mas ela se surpreende quando um dia, subitamente, descobre que todos eles são rapazes!

Os rapazes em sua forma humana e animal. Uma melhor que a outra!

Os rapazes/animais são as opções de romance no jogo, que não se trata apenas de namoro, mas de dramas que envolvem ódio, amor, família, inseguranças, amadurecimento e libertação pessoal. Tem várias lições importantes e cada personagem tem um passado, dores, alegrias e profundidade em suas personalidades, que, certamente, seguem alguns clichês. No jogo, você deve conciliar suas tarefas diárias, como estudar e descansar, com outras atividades que aumentam seus atributos, que são: arte, beleza e feminilidade. O principal cenário é a casa da protagonista e cada cômodo tem uma gama de atividades disponíveis, que você vai desbloqueando aos poucos. Também existem os cenários do lado de fora, que incluem o restaurante, a cafeteria, o cinema, a livraria, a faculdade, o parque, a galeria de arte e a praia. Esses são os lugares em que você leva o seu parceiro a um encontro, tanto na forma animal quanto humana. Também existe a loja, onde você pode comprar itens para aumentar seus atributos, ou presentes para os rapazes.

Os rapazes são versáteis, e tem para todos os gostos.

Existem cenas comuns a todos os personagens, mas logo no início do jogo você tem a chance de escolher o rapaz com quem quer passar mais tempo e deve se dedicar inteiramente a ele para conseguir um final feliz. Estar com todos os meninos não leva a nada, principalmente porque você deve conseguir pontos de afeição com ele para conseguir prosseguir a história e adquirir novas cenas. Além desses pontos, que se acumulam em corações, você também tem que atender os requisitos do rapaz (cada um deles exige um determinado nível em arte, beleza e feminilidade). Em cada canto da casa é possível ver qual dos rapazes está presente, e é através de interações com ele é que é possível ganhar pontos, além das respostas certas nos diálogos. Falarei sobre cada um dos meninos separadamente: minhas impressões, comentários sobre a história e também dicas de como agradá-los. 

Jieun (o coelho bebê e adolescente sensitivo):

Jieun é adorável em todas as situações.

Jieun é o coelhinho bebê com olhos vermelhos. Ele é muito bonitinho e fofo em forma animal e humana e ama muito maçãs. Tem uma história interessante e uma forte ligação com Jihae, por isso ficamos sabemos bastante sobre ele já aqui. Jieun é adorável, mas em alguns momentos passa dos limites com sua infantilidade. Em determinado ponto, ele começa a querer se tornar independente, mas na maior parte do tempo ele é só um bebê que precisa ser carregado de um lado para o outro, especialmente por Jihae. É uma das histórias mais fáceis de se jogar, pois ele não é muito difícil de agradar e não existe um final ruim. Ele é reservado e introvertido, por isso não se pode forçar muito a barra em relação às respostas. As imagens com ele são as mais sem graça, e o romance também (que é completamente puro e infantil, assim como ele próprio). Dicas: ele gosta de vegetais, interações que envolvam seus olhos (como observar e encarar, por exemplo) e no início do jogo tem requisitos altos, mas depois tudo se tranquiliza. Basta se concentrar em aumentar os corações com ele; a maior parte dos lugares em que se encontra permitirá que você consiga muita beleza, então você deve se concentrar em conseguir o resto, especialmente arte.
Obs: foi a minha primeira escolha por ser o que menos me agradava em personalidade e aparência.

Jihae (o príncipe encantado e babá de marmanjo):

Jihae é tão bonito que chega a doer.

Jihae é uma dádiva da natureza, bonito como nenhum outro e extremamente exótico. Sua personalidade também chama atenção: é disciplinado, elegante e extremamente leal. Parece intimidador a princípio, mas depois se mostra mais aberto. Apesar de ser carinhoso e fiel, sua passividade chega a irritar. Ele se sacrifica constantemente para fazer os outros felizes e é difícil saber do que ele realmente gosta e o que realmente quer, o que o faz parecer frio e sem personalidade. Ele mima excessivamente Jieun, que é praticamente seu filho. Não é muito exigente nos requisitos nem nas respostas (gosta de basicamente tudo, o que faz dele um amorzinho), mas tem o agravante de que é preciso ter um bom relacionamento com Jieun para alcançar o final bom. O romance é um pouco frio e distante, mas bom. As imagens são lindas! Dicas: é preciso se concentrar especialmente em arte (que precisa ter pelo menos 16), ter um relacionamento bom com Jieun (um coração no mínimo), está frequentemente na cozinha e gosta de receitas. 
O escolhi em seguida porque, apesar de ser o que mais me agrada na aparência, tem uma personalidade passiva demais para mim.

Jiwoo (coelho barulhento e escritor de fanfics):

Jiwoo pode parecer bobo à primeira vista, mas é muito intelectual.

Jiwoo é um cara bastante problemático a princípio: vive gritando, ofendendo e reclamando de tudo. No entanto, é bem claro que esse é só um disfarce que ele usa sempre que se sente constrangido com algo, ou quando gosta muito de alguém. É adorável o modo como ele xinga a protagonista, porque torna mais claro que ele a ama do que se estivesse fazendo uma declaração de amor. Ele surpreendentemente ama livros e histórias de romance adolescentes. É bastante arrogante e egoísta, além de ciumento. É adorável como ele tenta seguir os manuais para fazer o relacionamento funcionar e fazer com que tudo seja perfeito. É fácil de agradar em relação aos atributos, mas um pouco confuso com as respostas certas e interações, já que ele se irrita muito facilmente. O romance é mais acalorado e maduro, uma vez que ele está sempre lendo sobre romance. Dicas: é preciso se concentrar especialmente na beleza e feminilidade, não ter nenhum coração com os outros rapazes, ele está frequentemente lendo ou vendo novela e gosta de interações que envolvam suas costas (e nunca as patas, quando animal). 
Jiwoo não me agrada tanto visualmente, mas tem uma personalidade que me prende: agressivo por fora, mas extremamente gentil por dentro. 

Jiyeon (gato sapeca e delinquente bipolar):

Jiyeon e sua carinha de sapeca.

Jiyeon é fofo e carinhoso, inicialmente o mais entre todos os rapazes. Ele é mais inteligente do que aparenta, e se fazer de bobo é uma das suas formas de manipular os outros. Esperto, malicioso e com um passado muito sombrio, é difícil entender muitas de suas atitudes até sermos capazes de conhecê-lo de verdade. É completamente viciado em laranjas, tanto quanto Jieun é por maçãs. Possui a história mais dolorosa entre todas e meu coração ficou partido na maior parte do tempo. No entanto, todas as dificuldades fazem com que a vontade de conquistá-lo cresça ainda mais e valha a pena tê-lo no fim, pois fomos capazes de o apoiar como ninguém mais. As imagens com Jiyeon são ótimas, embora as cenas sejam mais frustrantes do que felizes. Ele é fácil de agradar em todos os aspectos, mesmo que no início seus requisitos sejam altos, e parece gostar de tudo, especialmente quando animal. Dicas: gosta de tudo que seja de laranja e está frequentemente no banho, aumentar o relacionamento com ele rapidamente é fundamental, assim como coletar as estampas, pois ficamos um bom tempo sem interagir com ele.
Por ser o mais carinhoso entre eles, pensei que a história seria mais picante e romântica, mas me surpreendi completamente. Ele não é nada do que aparenta.

Jisoo (gato preto assanhado e bad boy):

Jisoo e seu olhar sádico torna qualquer uma declaradamente masoquista.

 Jisoo, entre os rapazes disponíveis, é definitivamente a melhor escolha. Além de bonito e muito direto, ele pode ser incrivelmente gentil. É excessivamente sincero, e por isso pode soar rude. É também bruto e safado, mas tudo isso faz parte de seu charme de bad boy. É o que mais apoia a protagonista em tudo, tem mais imagens e cenas, e nos traz alegrias do início ao fim. Parece ser o principal rival de todos os outros rapazes, e sempre aparece nas outras histórias tentando conquistar a protagonista. Por isso, é o que mais se esforça para ter seu carinho e parece ser o mais adequado para consegui-lo. O romance com Jisoo é o mais maduro e estruturado, além de ser ele também possuidor da história que conta com mais interações entre todos os meninos (o que realmente faz falta no jogo em geral). É viciado em comida e bastante para frente. É também dono das melhores cenas e as imagens mais bonitas. No entanto, é um pouco exigente e é, certamente, um dos finais mais difíceis de se conseguir (juntamente com Jihae). Dicas: ele requer atributos muito altos, especialmente arte (que deve ter pelo menos 20 até o fim), está frequentemente vendo comerciais na tv ou assaltando a geladeira e gosta de interações que envolvam sua barriga. 
Foi uma excelente escolha deixar Jisoo para o final, pois além de ser um dos mais bonitos, é também a melhor personalidade e história no jogo. O romance com ele é delicado e, ao mesmo tempo, mais quente. Além disso, ele rende gargalhadas em diversas cenas.

Wizard (o mago psicopata e stalker sádico):


 O mago nos desperta sentimentos de amor e ódio.

Por fim, o mago é um personagem fundamental para a história, mas não está entre as opções de romance. Ele é o motivo de tudo e é cheio de mistérios que, de fato, só se esclarecem quando todas as histórias são completadas. Apesar de ser o vilão e aparentar louco e sádico, ele é, para mim, o candidato mais ideal para ficar ao lado de Heejung. É o que devota a ela o amor mais forte, embora contraditório como ele mesmo. Sua personalidade e seus sentimentos misturam amor, ódio, repulsa, desejo, e ele, assim como todas as pessoas, não é inteiramente mal, nem inteiramente bom. Me encantou conhecer sua história e seu amor quase doentio pela protagonista, mas que, no fundo, possui também sua beleza. 
Não me conformo que a história dos dois não tenha sido devidamente explorada. Pelo menos fica em aberto para a imaginação...


Uma das cenas mais bizarras e engraçadas recriada com bichinhos. 

É preciso conseguir 30 estampas (carinhas dos personagens) nos encontros até o final do jogo, pois elas desbloqueiam imagens extras e especiais. Os finais ruins sempre incluem o melhor amigo de Heejung, Heejae. É legal notar como todos os nomes se parecem, especialmente o dos meninos (eu tive bastante dificuldade para saber quem era quem). Os presentes que agradam os rapazes são os mais variados, mas todos gostam da flor dandelion. Ao concluir todos os finais felizes, é possível desbloquear o final do mago. Embora se apoie em  clichês dos jogos de romance, tem muitos diferenciais e é bastante cativante. O jogo é bastante longo, o que pode ser um ponto positivo ou negativo. Os finais são rápidos e vagos, mas o decorrer da história é impecável. Minha parte preferida são as vozes, todas em coreano, que nos faz sentir como se estivéssemos vendo um dorama, ou interagindo com eles diretamente. 

Bônus: 
O biquíni, mesmo que caro, é fundamental. Cada rapaz tem uma reação ao vê-lo <3

domingo, 20 de novembro de 2016

Oh My Ghostess [Drama]


Oh My Ghostess (disponível no DramaFever) é um dorama de 2015 que, como toda boa comédia romântica, mistura elementos extremamente divertidos com muitas reviravoltas e emoção. Conta a história de Na Bong, uma menina apaixonada por cozinhar, que trabalha com o famoso chef de cozinha Sun Woo, que é também seu amor não correspondido. Ela é extremamente tímida e tem uma personalidade passiva, além de possuir a capacidade de ver e se comunicar com espíritos, o que faz com que ela não controle as rédeas da própria vida. Tudo muda quando ela é possuída por um espírito, Soon Ae, que vaga pela terra e é conhecida por ser uma fantasma virgem. Decidida a resolver seu rancor e transcender, a fantasma procura por um homem com vitalidade para que possa perder a virgindade e, uma vez no corpo de Bong, ela se vê presa e acaba descobrindo que o homem com vitalidade que tanto procura está mais próximo do que imagina: Chef (Sun Woo).

Nossa reação aos domingos.

Confesso não ter criado muitas expectativas a princípio quanto a esse dorama. Me parecia bobo e sem grandes apelos visuais, mas decidi dar uma chance e me surpreendi. A temática é, mesmo bastante fantasiosa, diferente e criativa. Tudo é tratado de forma bastante divertida e eu ri do início ao fim. Logo no primeiro episódio me vi completamente envolvida pela narrativa e pelos personagens, que são absolutamente cativantes. Me agradou particularmente o ambiente da cozinha em que tudo se passa; embora não faça parte desse universo, adoro assistir programas e competições culinárias, e esse foi mais um ponto que me conquistou. 

Os meninos do restaurante Sun são divertidíssimos e tem um ótimo entrosamento.

Embora seja uma comédia romântica e o romance principal seja, como esperado, bastante simples e clichê, não deixa a desejar. O casal é uma graça e, mesmo que no início eu não os tenha shippado (eu sempre shippo errado), a uma certa altura é impossível não se ver completamente envolvido pelos dois, torcendo, sofrendo e se divertindo junto com cada momento. Além disso, temos um triângulo amoroso nada convencional que envolve uma fantasma! Muitas pessoas se viram completamente divididas entre Bong e Soon Ae e chegaram a sugerir finais alternativos, em que a fantasma também consegue sucesso no amor. Embora eu particularmente tivesse preferido um desses finais, o que realmente aconteceu não me decepcionou. E mesmo que muitas críticas afirmem que o romance entre Bong e Chef seja raso, discordo por se tratar de uma série relativamente curta, em que esse não era exatamente o foco principal, e por isso o romance não é construído de forma tão natural e detalhada, mas brevemente. 

As cenas de romance dos dois são adoráveis!

De qualquer forma, gosto bastante de como o romance do casal principal evolui, e também como os próprios personagens evoluem no decorrer da história. Bong é a que mais muda, e é também a mudança de que mais gostamos. A transformação de cada um dos personagens nos mostra que amadurecer é inevitável e que muito do nosso amadurecimento se deve ao contato com pessoas importantes em nossas vidas. O dorama é cheio de importantes lições de vida sobre amizade, família, amor e até mesmo sobre aceitar as diferenças. 

As crises de ciúme do Chef eram tão fofas que dava vontade de apertá-lo!

Para complementar, existe um mistério sensacional. Embora não seja tão misterioso assim (pois logo nos primeiros episódios já é possível desvendar tudo), é envolvente e dramático. As risadas são muitas, mas os momentos de emoção e de olhos cheios d'água também existem. Pensando um pouco sobre a experiência completa do dorama, me dei conta do quanto sua história, principalmente envolvendo o triângulo amoroso, é complexa, mesmo com suas previsibilidades. Também refleti sobre o quanto a personalidade de uma pessoa define se ela é ou não atraente para nós: Bong, com a mesma carinha de filhote, era completamente diferente com a própria personalidade e a de Soon Ae. 

Existem muitas cenas de beijo, e todas excelentes.

Outro ponto que envolve não só o romance dos protagonistas, mas toda a história de forma geral, é a maturidade com que ela se desenvolve. Por se tratar de uma trama que se dá no ambiente do mundo culinário, podemos ver pessoas adultas trabalhando, lidando com situações do dia-a-dia que envolvem desafios, altos e baixos e como cada uma delas tem que conciliar a vida pessoal com a profissional. Também vemos as dores e os conflitos que cada um possui, além de sermos lembrados de que todos temos um passado (e que nem sempre ele é bem resolvido e feliz). Quanto ao romance, tudo isso fica ainda mais claro, já que não são dois adolescentes envolvidos um com o outro, mas dois adultos já donos do próprio nariz e isso se reflete nas interações entre eles, nas cenas de beijo, nas conversas mais picantes e na forma com que tudo é conduzido (e que eu amei).

Dá para ser mais fofo do que isso?

Por fim, me apaixonei por cada um dos personagens e pela forma delicada e descontraída com que os conflitos foram abordados no decorrer dos episódios. Em nenhum momento pensei em desistir: pelo contrário, me vi cada vez mais ansiosa para descobrir o que viria em seguida e imaginando as diversas possibilidades que a história deixava em aberto. Recomendo para quem busca por uma história leve, para se distrair, mas ao mesmo tempo longe de ser bobinha. Um amor!

Para fechar com chave de ouro, uma imagem do crush supremo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Scarlet Heart: Ryeo [Drama]



Olá! Falarei hoje sobre esse dorama sensacional, o que não é uma tarefa fácil, assim como não foi selecionar as fotos que usaria para ilustrar a postagem. Isso porque tanta coisa pode ser dita que renderia uns três posts, por isso tentarei ser breve. A começar com a sinopse: Hae Soo, a protagonista, é na verdade uma mulher do século vinte um, que trabalha com cosméticos e maquiagem, e tinha uma vida agradável até o momento em que seu namorado não só a trai com sua melhor amiga, como também a abandona completamente endividada. Sem muita fé ou esperanças para o futuro, ela vai até um parque e lá acaba presenciando o afogamento de um garotinho. Ao tentar salvá-lo, é ela quem se afoga e acredita estar morrendo, mas desperta numa outra época completamente diferente! Sem entender o por que de ter viajado no tempo, ela rapidamente tem que se adaptar ao ambiente e, sabendo tudo o que sabe do futuro, tenta mudar o rumo dos fatos, mas se vê também completamente imersa nas tramas que envolvem o palácio, príncipes, reis e rainhas.

Eu amo essa foto. Difícil saber qual é o mais lindo, ou o meu preferido.

Hae Soo é uma personagem que eu particularmente adoro. Ela é do futuro e está presa numa época completamente diferente, por isso todo o tipo de situações constrangedoras e engraçadas acontecem. Ela é divertida e linda, mas está longe de ser a donzela em perigo. Muito decidida e sem medo de dizer o que pensa, é esse seu jeito até um tanto quanto impulsivo que faz com que ela se meta na maior parte das confusões, mas também com que todos se aproximem dela. É impossível não se apaixonar por ela, com seus olhos grandes e dóceis e seu jeito de menina, com uma ingenuidade de quem acredita em todos e quer ajudá-los, e também de mulher, que não aceita injustiças e luta pelo que quer. Hae Soo defende aquilo que acredita até o fim, mesmo que tenha que se sacrificar para isso. É uma personagem que cresce muito no decorrer da história, e somos capazes de acompanhar cada passo desse amadurecimento, que é resultado de tanto sofrimento, tantas felicidades e de encontros com várias pessoas que fizeram parte de quem ela acabaria se tornando. 

Uma de suas melhores falas: ninguém pode me salvar além de mim mesma.

Os personagens, em geral, são super bem construídos. Gostaria de poder falar de cada um, mas não pretendo me estender. É interessante como a história inteira nos mostra que todos são heróis e vilões ao mesmo tempo; ninguém é completamente bom ou completamente mal. Embora alguns deles nos dessem nos nervos, como particularmente a rainha mãe ou o Yo, sabíamos que eles tinham toda uma história. Não eram simplesmente vilões, mas pessoas com uma bagagem e uma série de motivos que os levavam a ser quem eram. Essa profundidade dos personagens me encantou e fez com que cada mínima morte fosse uma grande perda. E preparem-se: há muitas mortes.

Impossível não sentir como se todos eles fossem nossos amigos próximos.

So, um dos príncipes e também protagonista, não foge a essa regra. Em muitos momentos nos questionamos se ele é o mocinho ou o vilão e, de certa forma, ele é os dois. Ao mesmo tempo em que é completamente rancoroso, vingativo e impulsivo, ele também é gentil, solitário e tenta mudar o destino que parece ter sido traçado com sua cicatriz: o de ser um monstro aos olhos de todos. Muitas das pessoas que assistiram se perguntaram, como eu, o que havia de tão errado com a cicatriz. Ele continuava lindo, e ela não passava de um arranhão (esperávamos coisa pior). Mas a verdade é que a cicatriz física era só um símbolo para cicatriz que ele carregava por dentro, que era muito mais feia e dolorosa. So é um personagem de extremos, sempre guiado pela emoção: pelo amor ou pelo ódio. Foi, desde o princípio, o meu personagem favorito. Me deixou ainda mais apaixonada pelo ator, que tem traços tão únicos, tão bonitos... Muitas de nós desejariam estar na pele da Hae Soo.


Um príncipe também tem que se manter hidratado e por dentro dos babados.


O relacionamento dos dois também é algo que merece destaque. A princípio, como boa parte das meninas, não gostei da forma com que ele a tratava. Especialmente a primeira cena de beijo dos dois, em que não havia absolutamente nada de romântico. Confesso ter shippado o casal desde o princípio, mas me entristecia ver que aquele relacionamento seria completamente furado se prosseguisse como estava: Soo sentia medo dele; ele a tratava como uma propriedade; os dois não compartilhavam muita coisa, e o que parecia haver entre eles era pena, por parte da Soo, e gratidão, por parte do So, porque ela era a única pessoa que havia se aproximado dele sem se intimidar. Mas, assim como os personagens e o crescimento da própria Soo, o relacionamento deles foi amadurecendo de forma linda. Os dois foram capazes de ver um ao outro como realmente eram e, principalmente, foram capazes de enxergar a solidão que sentiam. É um casal pelo qual a gente torce até o fim, mesmo sabendo que, talvez, os dois fossem mais felizes se nunca tivessem se conhecido. Essa amargura fortalece ainda mais os momentos doces e, assim como a personalidade do próprio So, é um romance feito de extremos.

As cenas de beijo são ótimas, assim como todos os momentos de romance.

Os relacionamentos e as histórias paralelas também são lindas e cheias de emoção. Cada uma delas traz um ensinamento à sua maneira. As outras possibilidades de romance de Soo também são não só plausíveis, mas muito agradáveis. Sinceramente, qualquer um dos príncipes poderia ser o seu par, e muita coisa boa seria tirada da história. Isso faz com que nos perguntemos como seria se as coisas tivessem sido diferentes. As possibilidades na história fazem com que ela se torne ainda mais completa e complexa, e por isso tão bonita. Elas fazem parte e tem tanta força quanto o que, de fato, aconteceu. Assim como é problematizado durante toda a narrativa, nos perguntamos: e se uma única coisa fosse diferente? A história não é apenas sobre amor e traição, ou sobre as relações entre as pessoas, mas sobre o poder de nossas escolhas. Até que ponto somos guiados pelo destino, ou podemos escrever nossa própria história.

A galera reunida e já bate aquela saudade...

A trilha sonora é linda e de arrancar soluços. Os cenários, os figurinos, as cenas... Tudo é muito delicado e sensível. É legal notar também como cada personagem tem um papel fundamental e nenhum deles está ali só de enfeite. A história foi readaptada da versão original, que é chinesa. Fizeram as mudanças com maestria e confesso ter sido algo muito melhor do que eu esperava. Quase um Game of Thrones oriental, é cheio de brigas pelo trono, mortes inesperadas e completamente inconcebíveis (em alguns momentos é como se nossos próprios parentes estivessem morrendo), ação, mistério e o que os diferencia: o romance, que aqui é o ponto principal e é tratado de forma tão delicada que encanta. Eu assisti através do DramaFever (que é a melhor invenção de todos os tempos), mas apenas os dois primeiros episódios são gratuitos (o restante é preciso ser premium para assistir). De qualquer forma, assinar o premium foi uma das escolhas mais sábias que já fiz, já que é muito barato e dá acesso a uma série de coisas muito boas, além de reconhecer toda a equipe pelo trabalho que fazem.

Minha reação sempre que lançava episódio.

Foi uma experiência única assistir a esse dorama. Me fez rir, chorar, torcer muito e me envolver de uma maneira louca. A cada episódio lançado era uma alegria, e logo em seguida vinha a ansiedade para ver o próximo, e ter que esperar a semana inteira era uma tortura. Essa é uma história para grandes emoções, e fazia tempo que não me emocionava tanto com um dorama. É, sem exageros, de chorar do começo ao fim. Logo depois de Doctor Crush, que foi tão especial para mim, assistir Scarlet Heart foi uma excelente escolha e acabou se tornando também um dos meus favoritos. Recomendo a todos!

Tenha certeza: quando ver essa cena, você também estará chorando um rio.

Bônus:
Uma série de fotos MUITO engraçadas para descontrair toda a tensão, seriedade e emoção dos episódios. E não se esqueçam de procurar tanto no site do DramaFever quanto na página do Facebook os vídeos dos atores mandando um recado muito especial para todos os fãs das Américas. Um encanto!

O negócio é ter ousadia e alegria, até mesmo quando se é o rei.

Eu chegando toda princesinha na festa / Indo direto pra mesa de comida

Eu quando fico do lado do crush.

Romantismo em todos os momentos, não é mesmo?

Minha cara quando vejo que um dorama tem segunda temporada.

"Minha amiga tá pagando maior micão, preciso filmar".

Cada um tem o Batman que merece.

O lado bom de se estar completamente fodido, é ser tratado pela mozão.

Perder a classe, jamais. Se tem foto, tem carão.

Quando eu coloco lenha na fogueira e apenas observo as brigas...

Quando me obrigam a tirar foto com a falsa.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Doctor Crush [Drama]


Depois de muito tempo, retorno para falar sobre esse dorama (disponível no DramaFever) que foi, sem dúvida alguma, uma experiência única para mim. Comecei a acompanhá-lo logo no lançamento e pude viver a experiência completa: ver a estreia, aguardar ansiosamente episódios novos a cada semana e me envolver completamente com a história. 

 Não se ama com o coração, se ama com o cérebro.

Doctor Crush, como o nome já sugere, tem a temática médica. Assim como o tema suscita, a trama se passa, em sua maioria, num hospital, tendo foco em seus médicos e os conflitos que envolvem a todos. A cada episódio casos diferentes são introduzidos, trazendo mistérios. emoções e reflexões muito importantes sobre diversos temas. A história gira em torno, principalmente, de Hye Jung, a protagonista, que teve um passado conturbado e cheio de tragédias, mas consegue dar a volta por cima e se tornar uma competente médica. Ao começar a trabalhar no novo hospital, em busca de vingança, reencontra personalidades de seu passado, como seu primeiro amor, Ji Hong


A amizade dessas duas é linda!

Dentre todos os casos médicos tratados, o que mais me cativou (e provavelmente a muitos outros fãs) foi a de Hae e Dal, irmãos, que acabam tendo que passar por tratamentos, quase que simultaneamente. O pai se vê numa situação extremamente delicada, já que havia levado um dos filhos ao hospital para verificar uma deficiência na perna e acaba descobrindo que ele precisará de uma cirurgia, pois o problema é mais sério. Como se não fosse o suficiente, descobre por um acaso que o outro filho também está doente e começa a ter dificuldades para manter os dois no hospital, já que cuida das crianças completamente sozinho e passa não possui boas condições financeiras. No ápice do conflito interno que o pai dos meninos vinha enfrentando, é impossível não se emocionar. A cena é forte e extremamente sensível, assim como a maneira com que o tema é abordado.


Só de ver essa foto já me emociono.

Dentre os muitos personagens complexos e interessantes, cito as duas grandes personalidades femininas na trama. Hye Jung, a protagonista, é maravilhosa desde sua primeira aparição. Tem um passado difícil, cheio de dor e abandono, onde ela aprende que a única saída é sempre a violência. Todos os acontecimentos em sua vida parecem levá-la direto ao fundo do poço. Quando passa a viver com a avó, ela encontra uma saída. A relação das duas é linda e tocante. Acompanhamos o crescimento da personagem e, aos poucos, toda a violência ser substituída pelo amor, que ela nunca teve. Amor que faz com que ela decida mudar, mas se pergunte se realmente é possível, já que, por mais que tente, sua vida se resuma à tragédia e ao fracasso. É uma personagem forte, decidida, independente, que foge completamente ao estereótipo de protagonista feminina nos doramas. Seu relacionamento com Ji Hong também foge ao clichê. Ele não só é seu primeiro amor, mas aquele que, junto a avó, foi responsável por mudar completamente sua vida. Ele é uma fonte de inspiração, um exemplo, uma luz no fim do túnel. Cúmplice, faz com que ela cresça e seja o melhor que pode ser até o fim. É uma relação saudável, que só faz bem aos dois: eles compartilham experiências, superam traumas, curam feridas antigas e descobrem juntos não só o amor, mas também a felicidade de se compartilhar a vida com outro.


Por que eu sou sua? Eu sou minha. Ninguém pode me ter.

Seo Woo é tão complexa e cheia de paradoxos quanto Hye Jung. Embora sejam, à primeira vista, mulheres opostas, elas são muito parecidas. Seo Woo é, aparentemente, uma menina mimada e que tem tudo o que quer. Nos primeiros episódios, é quase impossível não odiá-la. É infantil, mesquinha e muito carente. No entanto, assim como Hye Jung, ela amadurece muito no decorrer da história e vai deixando transparecer suas dores e os motivos que a levam a agir de maneira tão infantil na maior parte das vezes. Vítima da cobrança excessiva do pai a vida inteira, ela tem sérios problemas de auto estima e tenta, acima de tudo, corresponder às expectativas dos outros, ignorando os próprios interesses. Tem medo de não ser amada, e por isso age como uma criança implorando por atenção. Nos últimos episódios, ela mostra que todo esse sofrimento a fez crescer provavelmente mais que todos os outros personagens, através do perdão: de Hye Jung, do pai e até de si mesma. 


Um passado não resolvido sempre vai te encontrar novamente.

Várias questões são tratadas no decorrer do dorama, como a relação entre pais e filhos, a necessidade de perdoar e superar o passado, o amadurecimento que vem com as adversidades e o sofrimento, a importância de abrir seu coração e se permitir amar e ser amado. Dentre todas as lições que ele passa, as duas que ficaram mais fortes em mim foram: a vida tem altos e baixos, ninguém é feliz o tempo inteiro e a tristeza faz parte de nosso crescimento como seres humanos; e, a mais importante delas, que é o fato de que ninguém está condenado a nada, todos nós temos a oportunidade de mudar e conquistar o que quisermos, independente de nosso passado e nossas origens. Ninguém está inteiramente perdido e existem sempre segundas chances, e saber perdoar é também saber viver.


Eu nunca fui feliz antes. Então, quando estou feliz agora, tento encontrar problemas.

Por fim, o formato do dorama me agrada muito. Tem a dose certa de humor, romance e drama, além de algumas cenas de ação. Os personagens são bem construídos e não existe nenhum que seja inteiramente bom ou inteiramente ruim, assim como na vida real. Cada um deles tem seus conflitos abordados, mesmo que rapidamente, mostrando que todos, como seres humanos, temos uma história a contar. Os temas são maduros e de extrema importância. Me agrada profundamente a narração dos protagonistas, Hye Jung e Ji Hong, com reflexões acerca da vida e dos acontecimentos, enquanto cenas importantes se passam. As cenas de romance são extremamente fofas e as de beijo também não deixam a desejar. Por fim, a trilha sonora é incrível. 


Minha música preferida!

Foi extremamente difícil assistir o último episódio. Mais  difícil ainda não me emocionar do início ao fim, desde o primeiro episódio. Também gargalhei e roí as unhas em muitos momentos e, desde o princípio, soube que seria difícil me despedir. Agora me resta aquela saudade gostosa sempre que terminamos algo que nos marcou muito. O melhor dorama que assisti em muito tempo, e talvez um dos meus preferidos de todos os tempos.


Eu estou morta por dentro.