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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Rose Cinderella [Game]


Hoje vim falar de um joguinho incrível chamado Rose Cinderella, para celular, no estilo Visual Novel. É da Koyonplete que tem outros jogos muito bons (e que futuramente serão comentados por aqui). 
O que mais me agrada é o visual do jogo. Os personagens são lindos; os traços são delicados, mas ao mesmo tempo adultos. Além disso, possui um detalhe que, para mim, fez toda a diferença: a protagonista, quando retratada nas imagens, é completamente desenhada. Geralmente, nos jogos a personagem principal nas imagens fica em segundo plano, e seus olhos não são desenhados. Quase sempre existe uma franja, que contribui ainda mais para que o rosto dela não seja notado, e apenas o rapaz ao lado dela ganhe destaque. Não são todos os jogos assim, mas a grande maioria, e por isso me satisfaz bastante que a personagem tenha destaque também nas imagens e, por favor, olhos! 

Consigo enxergar claramente os chifrinhos de demônio na cabeça do Alex.

Ainda sobre os aspectos visuais: os cenários são igualmente lindos, embora poucos. A história se passa na Europa e isso reflete nos cenários, nas vestes e nos costumes retratados na trama. Isso também me deixou bastante feliz: a história se passar num cenário europeu que, além de ser muito interessante, é um pouco mais próximo do que conheço, mais familiar, ao contrário dos costumes orientais. Os rapazes têm aparências bem distintas entre si e por isso agradam a todos os gostos. E a aparência da própria personagem principal também me agrada, embora pareça novamente só mais um detalhe: ela tem olhos azuis e cabelos loiros, o que foge um pouco do padrão da personagem principal também, que tem geralmente cabelos escuros e compridos que cobrem bastante seu rosto, e, quando possui olhos, eles também são escuros. Mas o maior mistério do jogo, definitivamente, diz respeito à aparência dela. Seus cabelos são curtos ou compridos? Porque em cada uma das imagens estão de um jeito. Eu não consegui entender, de verdade.

Com essa roupinha, Gilbert parece um mágico.

Já a personalidade da protagonista não foge aos padrões: é tímida, infantil, esforçada e bondosa. Apesar de ser decidida, não se impõe porque está sempre querendo agradar a alguém, principalmente ao seu avô. A história principal é: uma garota órfã descobre depois de anos que possui família, um avô muito rico e nobre, que sequer sabia de sua existência até então, e agora quer adotá-la. A vida da garota passa por uma grande reviravolta: criada num orfanato, tendo como família apenas as outras crianças órfãs e o padre que cuida delas, e sendo forçada a vida inteira a se cuidar sozinha e a trabalhar para conseguir sustento, subitamente descobre pertencer à nobreza. Passa a morar numa mansão, ser mimada por todos e, ao mesmo tempo, tem que assumir uma série de responsabilidades e seguir regras para se encaixar naquela sociedade que vive de aparências. E isso inclui, obviamente, o fardo de se casar não por amor, mas por negócios. 

E aí, qual o seu preferido?

Os dois pretendentes, de fato, são Alex e Gilbert. Depois de seu baile de debutante, são os dois que enviam propostas de casamento e ela tem que se decidir. No entanto, existe uma terceira opção de romance, a de Edward, mas que é completamente diferente dos outros dois. 
Sobre os rapazes: primeiro Edward, que foi a minha escolha inicial. Edward é o que mais me agrada fisicamente, com seus cabelos compridos e escuros e lindos olhos verdes. Edward é o mordomo e por isso se trata de um amor proibido. Os dois pertencem a classes sociais diferentes e desde o princípio jamais poderiam sequer cogitar um relacionamento, mas os sentimentos entre eles florescem de forma completamente natural. Ele é gentil, calmo, responsável e protetor. No final das contas, Edward tem segredos quanto a sua família e não é exatamente quem diz ser, mas seus sentimentos são verdadeiros desde o princípio. Mas, ainda assim, para que possam ficar juntos a personagem tem que escolher entre o amor ou a família, que no caso significa status. E, assim como sua mãe um dia, tem que renunciar à nobreza para viver uma paixão proibida.

Maravilhoso!

Minha segunda escolha foi Gilbert, que é sexy e provocante, tanto na aparência quanto no seu jeito. Ele é um homem de negócios independente, confiante e ´poderoso, que à primeira vista parece se importar só com o dinheiro e ser muito egoísta, mas aos poucos somos capazes de entender seu rancor pela nobreza e o motivo de ele ser tão amargo. Gilbert é interessante porque abre uma porta cheia de novas possibilidades para a protagonista, como por exemplo começar a trabalhar em sua empresa, coisa que ela nunca precisaria fazer sendo uma nobre. Ele faz com que ela conheça coisas novas e, mesmo que a princípio a trate tão mal e com frieza, aos poucos vai se afeiçoando e mostrando que por debaixo da armadura é um homem preocupado e gentil. E, acima de tudo, apaixonado. 

E o mistério dos cabelos continua...

Por último, Alex, filho do Duque, e quase que unanimamente o pior dos três. Alex é um loirinho de olhos azuis, rico, mimado e que sempre teve tudo o que quis sem muitos esforços. Ele vive uma situação parecida com a da protagonista: tem que se casar por obrigação, para que as famílias unam poderes e aumentem suas riquezas e status. Por isso, desde o princípio, ele não faz esforço algum para se dar bem com ela, já que o casamento dos dois é mera formalidade. Não acredita em amor e nunca foi amado também, por isso é tão infantil e cruel em suas ações. Faz muito sucesso com as mulheres: vive rodeado delas e não se importa com escândalos. Trata a protagonista como um fantoche: ao mesmo tempo que é doce e gentil, a trata como se não passasse de lixo. A história dele tem uma grande reviravolta e um final surpreendente.
Das histórias, a que mais gostei foi a do Edward, apesar de ser a mais monótona, admito. Ele também é meu personagem preferido, porque desde o princípio foi um cara legal, carinhoso e muito bom para a protagonista. A relação dos dois é do tipo que só acrescenta e faz bem, ao contrário das outras duas. É simples, mas justamente por isso bonita. A única coisa que não gostei muito foram as imagens com ele, que são definitivamente as mais sem graça. Gilbert tem uma personalidade e uma história mais interessantes e envolventes, mas não gosto muito da atitude dele com relação a protagonista. Tudo bem em dar uma de durão, mas ele muito dificilmente tira a máscara e só se torna mais gentil no fim. Demora muito para que ele comece a demonstrar que é um cara bacana, e ele é autoritário e machista demais para o meu gosto. Mas nada se compara a Alex; a história e o personagem são os piores e fico contente por tê-lo deixado por último. Acho que a maior parte das meninas também se sentiu assim em relação a ele, a ponto de não conseguir suportá-lo. Ele é tão infantil e cabeça dura que não muda nunca, continua sempre sendo um idiota e que não demonstra nenhum tipo de sentimento pela protagonista nem por ninguém além de si mesmo. Nem mesmo no final, quando tem a chance de se redimir, ele o faz. Continua sendo mimado, imaturo e chato. Insuportável. Mas para compensar, pelo menos, ele é dono das imagens mais bonitas do jogo.

Minha imagem preferida.

Quanto à jogabilidade, também me agradou muito. É simples: a cada cenário lido você usa 50 pontos, e a cada dia, num determinado horário, 100 pontos são restaurados e você pode jogar novamente. Claro, sempre há a opção de comprar com dinheiro real pontos para ler mais por dia, mas para quem não pode gastar, como eu, dá para jogar tranquilamente assim, aos pouquinhos. As imagens ficam todas salvas num álbum, os cenários não são curtos demais, e também não são exaustivos e longos. A história é simples e direta e flui bem. Não existem desafios, o final é baseado unicamente pelas suas respostas nos diálogos. Também não é preciso construir um avatar, nem possui esses obstáculos que os jogos geralmente tem para conseguir as imagens e cenários especiais. Foi pela simplicidade e facilidade que gostei tanto do jogo: você basicamente tem que ler e fazer as respostas certas, apenas. Quanto à trilha sonora, eu nunca falo a respeito porque gosto de jogar sem volume. 

Edward brilhando no sol, assim como o de Crepúsculo.

Enfim, é uma excelente opção para quem gosta de Visual Novel e romance, mas principalmente para quem quer um jogo mais simples e que não demande tanto tempo, mas que renda imagens lindas. Novamente, é preciso que você goste muito de ler e compreenda o inglês. E aproveite essa experiência!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Episode - Mean Girls [Game]


Como prometido, hoje vim falar sobre o jogo Mean Girls, Meninas Malvadas no Brasil. O nome completo do jogo é Mean Girls - Senior Year e, apesar de contar com os clássicos personagens do filme, a história não é a mesma. 
Você tem a oportunidade de criar sua própria personagem, como no joguinho da Demi. Inclusive, os bonequinhos tem os mesmos traços e temos as mesmas escolhas de cabelos, peles e rostos. A exceção são os personagens já conhecidos que têm traços especiais e realistas, muito parecidos com os atores desse filme que a gente ama tanto. 


Meninas que a gente ama tanto!

A história acontece depois de tudo o que ocorre no filme. Regina agora não está mais tão malvada quanto antes, nem em pé de guerra com Cady. Cady namora Aaron, Karen é famosa na internet por ter um vlog e Gretchen continua com suas trapalhadas. Damian e Janis continuam ajudando as novatas, claro, e Janis agora tem um relacionamento sério com Kevin

Respira fundo e vai!

Algumas coisas permanecem exatamente as mesmas, enquanto outras mudam drasticamente. Você é a novata na escola e tem que aprender a lidar com todas essas personalidades excêntricas e encontrar o seu lugar. É claro que o maior risco que você corre, assim como Cady correu, é se tornar uma menina malvada de verdade. 

Um dos looks que adoro. E esse poster lá atrás? <3

Quando chega na escola, você imediatamente se dá bem com Damian, Cady e Janis, que se tornam seus melhores amigos. Teme Regina porque já a conhece do passado e sabe que ela tem motivos de sobra para odiá-la. Ainda assim, tenta se entender com a abelha rainha da escola, mas descobre que Regina também quer se inscrever para a universidade de Yale, a dos seus sonhos desde menina. E pior: apenas uma de vocês poderá entrar e para isso devem fazer, além do exame, uma série de atividades, como concorrer à presidência. O próprio destino faz com que você tenha como maior rival e concorrente Regina. E é possível derrotá-la sem entrar no jogo dela?


Selfies com os bests.

A história é muito interessante, mesmo que simples. Minha única reclamação é que em alguns momentos cruciais do jogo, as melhores escolhas só podiam ser feitas com diamantes (que você compra com dinheiro real). Por isso não pude ter acesso a muitos eventos e trajes especiais, mas não acho que isso tenha afetado completamente minha trajetória no jogo. Gostei bastante das roupas disponíveis para a escolha: tem estilos variáveis e todos lindos, modernos e bem fashions. Ver os personagens do filme é uma delícia, e melhor ainda é poder interagir com eles. Cada um tem uma história paralela que futuramente será lançada para que possamos jogar também, e que acabamos vendo um pouquinho, de forma secundária. 


Como esperado na era dos celulares, tudo acontece dentro dessas telinhas. 

É importante chamar atenção para Micah, o par romântico disponível no jogo. Ele é um personagem novo e o garoto pelo qual você se interessa logo de cara na escola. É o nerd do teatro, metido a sabe tudo e que não tem muitos amigos, porque parece sempre amargo. No entanto, é muito bonito e tem gostos parecidos com os seus, como por exemplo o teatro, Shakespeare e o hábito de sempre levantar a mão para dar as respostas na sala de aula. No início, o relacionamento entre você e Micah parece não ter futuro algum, porque ele tem uma suposta namorada, não deixa ninguém se aproximar e você vive se perguntando se ele te ama ou te odeia. Você se pergunta o mesmo sobre ele, se o ama ou o odeia, mas dá logo para perceber que são completamente iguais. 


Selfies e momentos com Micah. 

Os conflitos são muitos e, como Cady no filme, você faz escolhas erradas e acaba se dando mal, esquecendo quem é realmente. Mas, no final, tudo dá sempre dá certo.
 
Recado dado!