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domingo, 20 de novembro de 2016

Oh My Ghostess [Drama]


Oh My Ghostess (disponível no DramaFever) é um dorama de 2015 que, como toda boa comédia romântica, mistura elementos extremamente divertidos com muitas reviravoltas e emoção. Conta a história de Na Bong, uma menina apaixonada por cozinhar, que trabalha com o famoso chef de cozinha Sun Woo, que é também seu amor não correspondido. Ela é extremamente tímida e tem uma personalidade passiva, além de possuir a capacidade de ver e se comunicar com espíritos, o que faz com que ela não controle as rédeas da própria vida. Tudo muda quando ela é possuída por um espírito, Soon Ae, que vaga pela terra e é conhecida por ser uma fantasma virgem. Decidida a resolver seu rancor e transcender, a fantasma procura por um homem com vitalidade para que possa perder a virgindade e, uma vez no corpo de Bong, ela se vê presa e acaba descobrindo que o homem com vitalidade que tanto procura está mais próximo do que imagina: Chef (Sun Woo).

Nossa reação aos domingos.

Confesso não ter criado muitas expectativas a princípio quanto a esse dorama. Me parecia bobo e sem grandes apelos visuais, mas decidi dar uma chance e me surpreendi. A temática é, mesmo bastante fantasiosa, diferente e criativa. Tudo é tratado de forma bastante divertida e eu ri do início ao fim. Logo no primeiro episódio me vi completamente envolvida pela narrativa e pelos personagens, que são absolutamente cativantes. Me agradou particularmente o ambiente da cozinha em que tudo se passa; embora não faça parte desse universo, adoro assistir programas e competições culinárias, e esse foi mais um ponto que me conquistou. 

Os meninos do restaurante Sun são divertidíssimos e tem um ótimo entrosamento.

Embora seja uma comédia romântica e o romance principal seja, como esperado, bastante simples e clichê, não deixa a desejar. O casal é uma graça e, mesmo que no início eu não os tenha shippado (eu sempre shippo errado), a uma certa altura é impossível não se ver completamente envolvido pelos dois, torcendo, sofrendo e se divertindo junto com cada momento. Além disso, temos um triângulo amoroso nada convencional que envolve uma fantasma! Muitas pessoas se viram completamente divididas entre Bong e Soon Ae e chegaram a sugerir finais alternativos, em que a fantasma também consegue sucesso no amor. Embora eu particularmente tivesse preferido um desses finais, o que realmente aconteceu não me decepcionou. E mesmo que muitas críticas afirmem que o romance entre Bong e Chef seja raso, discordo por se tratar de uma série relativamente curta, em que esse não era exatamente o foco principal, e por isso o romance não é construído de forma tão natural e detalhada, mas brevemente. 

As cenas de romance dos dois são adoráveis!

De qualquer forma, gosto bastante de como o romance do casal principal evolui, e também como os próprios personagens evoluem no decorrer da história. Bong é a que mais muda, e é também a mudança de que mais gostamos. A transformação de cada um dos personagens nos mostra que amadurecer é inevitável e que muito do nosso amadurecimento se deve ao contato com pessoas importantes em nossas vidas. O dorama é cheio de importantes lições de vida sobre amizade, família, amor e até mesmo sobre aceitar as diferenças. 

As crises de ciúme do Chef eram tão fofas que dava vontade de apertá-lo!

Para complementar, existe um mistério sensacional. Embora não seja tão misterioso assim (pois logo nos primeiros episódios já é possível desvendar tudo), é envolvente e dramático. As risadas são muitas, mas os momentos de emoção e de olhos cheios d'água também existem. Pensando um pouco sobre a experiência completa do dorama, me dei conta do quanto sua história, principalmente envolvendo o triângulo amoroso, é complexa, mesmo com suas previsibilidades. Também refleti sobre o quanto a personalidade de uma pessoa define se ela é ou não atraente para nós: Bong, com a mesma carinha de filhote, era completamente diferente com a própria personalidade e a de Soon Ae. 

Existem muitas cenas de beijo, e todas excelentes.

Outro ponto que envolve não só o romance dos protagonistas, mas toda a história de forma geral, é a maturidade com que ela se desenvolve. Por se tratar de uma trama que se dá no ambiente do mundo culinário, podemos ver pessoas adultas trabalhando, lidando com situações do dia-a-dia que envolvem desafios, altos e baixos e como cada uma delas tem que conciliar a vida pessoal com a profissional. Também vemos as dores e os conflitos que cada um possui, além de sermos lembrados de que todos temos um passado (e que nem sempre ele é bem resolvido e feliz). Quanto ao romance, tudo isso fica ainda mais claro, já que não são dois adolescentes envolvidos um com o outro, mas dois adultos já donos do próprio nariz e isso se reflete nas interações entre eles, nas cenas de beijo, nas conversas mais picantes e na forma com que tudo é conduzido (e que eu amei).

Dá para ser mais fofo do que isso?

Por fim, me apaixonei por cada um dos personagens e pela forma delicada e descontraída com que os conflitos foram abordados no decorrer dos episódios. Em nenhum momento pensei em desistir: pelo contrário, me vi cada vez mais ansiosa para descobrir o que viria em seguida e imaginando as diversas possibilidades que a história deixava em aberto. Recomendo para quem busca por uma história leve, para se distrair, mas ao mesmo tempo longe de ser bobinha. Um amor!

Para fechar com chave de ouro, uma imagem do crush supremo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Scarlet Heart: Ryeo [Drama]



Olá! Falarei hoje sobre esse dorama sensacional, o que não é uma tarefa fácil, assim como não foi selecionar as fotos que usaria para ilustrar a postagem. Isso porque tanta coisa pode ser dita que renderia uns três posts, por isso tentarei ser breve. A começar com a sinopse: Hae Soo, a protagonista, é na verdade uma mulher do século vinte um, que trabalha com cosméticos e maquiagem, e tinha uma vida agradável até o momento em que seu namorado não só a trai com sua melhor amiga, como também a abandona completamente endividada. Sem muita fé ou esperanças para o futuro, ela vai até um parque e lá acaba presenciando o afogamento de um garotinho. Ao tentar salvá-lo, é ela quem se afoga e acredita estar morrendo, mas desperta numa outra época completamente diferente! Sem entender o por que de ter viajado no tempo, ela rapidamente tem que se adaptar ao ambiente e, sabendo tudo o que sabe do futuro, tenta mudar o rumo dos fatos, mas se vê também completamente imersa nas tramas que envolvem o palácio, príncipes, reis e rainhas.

Eu amo essa foto. Difícil saber qual é o mais lindo, ou o meu preferido.

Hae Soo é uma personagem que eu particularmente adoro. Ela é do futuro e está presa numa época completamente diferente, por isso todo o tipo de situações constrangedoras e engraçadas acontecem. Ela é divertida e linda, mas está longe de ser a donzela em perigo. Muito decidida e sem medo de dizer o que pensa, é esse seu jeito até um tanto quanto impulsivo que faz com que ela se meta na maior parte das confusões, mas também com que todos se aproximem dela. É impossível não se apaixonar por ela, com seus olhos grandes e dóceis e seu jeito de menina, com uma ingenuidade de quem acredita em todos e quer ajudá-los, e também de mulher, que não aceita injustiças e luta pelo que quer. Hae Soo defende aquilo que acredita até o fim, mesmo que tenha que se sacrificar para isso. É uma personagem que cresce muito no decorrer da história, e somos capazes de acompanhar cada passo desse amadurecimento, que é resultado de tanto sofrimento, tantas felicidades e de encontros com várias pessoas que fizeram parte de quem ela acabaria se tornando. 

Uma de suas melhores falas: ninguém pode me salvar além de mim mesma.

Os personagens, em geral, são super bem construídos. Gostaria de poder falar de cada um, mas não pretendo me estender. É interessante como a história inteira nos mostra que todos são heróis e vilões ao mesmo tempo; ninguém é completamente bom ou completamente mal. Embora alguns deles nos dessem nos nervos, como particularmente a rainha mãe ou o Yo, sabíamos que eles tinham toda uma história. Não eram simplesmente vilões, mas pessoas com uma bagagem e uma série de motivos que os levavam a ser quem eram. Essa profundidade dos personagens me encantou e fez com que cada mínima morte fosse uma grande perda. E preparem-se: há muitas mortes.

Impossível não sentir como se todos eles fossem nossos amigos próximos.

So, um dos príncipes e também protagonista, não foge a essa regra. Em muitos momentos nos questionamos se ele é o mocinho ou o vilão e, de certa forma, ele é os dois. Ao mesmo tempo em que é completamente rancoroso, vingativo e impulsivo, ele também é gentil, solitário e tenta mudar o destino que parece ter sido traçado com sua cicatriz: o de ser um monstro aos olhos de todos. Muitas das pessoas que assistiram se perguntaram, como eu, o que havia de tão errado com a cicatriz. Ele continuava lindo, e ela não passava de um arranhão (esperávamos coisa pior). Mas a verdade é que a cicatriz física era só um símbolo para cicatriz que ele carregava por dentro, que era muito mais feia e dolorosa. So é um personagem de extremos, sempre guiado pela emoção: pelo amor ou pelo ódio. Foi, desde o princípio, o meu personagem favorito. Me deixou ainda mais apaixonada pelo ator, que tem traços tão únicos, tão bonitos... Muitas de nós desejariam estar na pele da Hae Soo.


Um príncipe também tem que se manter hidratado e por dentro dos babados.


O relacionamento dos dois também é algo que merece destaque. A princípio, como boa parte das meninas, não gostei da forma com que ele a tratava. Especialmente a primeira cena de beijo dos dois, em que não havia absolutamente nada de romântico. Confesso ter shippado o casal desde o princípio, mas me entristecia ver que aquele relacionamento seria completamente furado se prosseguisse como estava: Soo sentia medo dele; ele a tratava como uma propriedade; os dois não compartilhavam muita coisa, e o que parecia haver entre eles era pena, por parte da Soo, e gratidão, por parte do So, porque ela era a única pessoa que havia se aproximado dele sem se intimidar. Mas, assim como os personagens e o crescimento da própria Soo, o relacionamento deles foi amadurecendo de forma linda. Os dois foram capazes de ver um ao outro como realmente eram e, principalmente, foram capazes de enxergar a solidão que sentiam. É um casal pelo qual a gente torce até o fim, mesmo sabendo que, talvez, os dois fossem mais felizes se nunca tivessem se conhecido. Essa amargura fortalece ainda mais os momentos doces e, assim como a personalidade do próprio So, é um romance feito de extremos.

As cenas de beijo são ótimas, assim como todos os momentos de romance.

Os relacionamentos e as histórias paralelas também são lindas e cheias de emoção. Cada uma delas traz um ensinamento à sua maneira. As outras possibilidades de romance de Soo também são não só plausíveis, mas muito agradáveis. Sinceramente, qualquer um dos príncipes poderia ser o seu par, e muita coisa boa seria tirada da história. Isso faz com que nos perguntemos como seria se as coisas tivessem sido diferentes. As possibilidades na história fazem com que ela se torne ainda mais completa e complexa, e por isso tão bonita. Elas fazem parte e tem tanta força quanto o que, de fato, aconteceu. Assim como é problematizado durante toda a narrativa, nos perguntamos: e se uma única coisa fosse diferente? A história não é apenas sobre amor e traição, ou sobre as relações entre as pessoas, mas sobre o poder de nossas escolhas. Até que ponto somos guiados pelo destino, ou podemos escrever nossa própria história.

A galera reunida e já bate aquela saudade...

A trilha sonora é linda e de arrancar soluços. Os cenários, os figurinos, as cenas... Tudo é muito delicado e sensível. É legal notar também como cada personagem tem um papel fundamental e nenhum deles está ali só de enfeite. A história foi readaptada da versão original, que é chinesa. Fizeram as mudanças com maestria e confesso ter sido algo muito melhor do que eu esperava. Quase um Game of Thrones oriental, é cheio de brigas pelo trono, mortes inesperadas e completamente inconcebíveis (em alguns momentos é como se nossos próprios parentes estivessem morrendo), ação, mistério e o que os diferencia: o romance, que aqui é o ponto principal e é tratado de forma tão delicada que encanta. Eu assisti através do DramaFever (que é a melhor invenção de todos os tempos), mas apenas os dois primeiros episódios são gratuitos (o restante é preciso ser premium para assistir). De qualquer forma, assinar o premium foi uma das escolhas mais sábias que já fiz, já que é muito barato e dá acesso a uma série de coisas muito boas, além de reconhecer toda a equipe pelo trabalho que fazem.

Minha reação sempre que lançava episódio.

Foi uma experiência única assistir a esse dorama. Me fez rir, chorar, torcer muito e me envolver de uma maneira louca. A cada episódio lançado era uma alegria, e logo em seguida vinha a ansiedade para ver o próximo, e ter que esperar a semana inteira era uma tortura. Essa é uma história para grandes emoções, e fazia tempo que não me emocionava tanto com um dorama. É, sem exageros, de chorar do começo ao fim. Logo depois de Doctor Crush, que foi tão especial para mim, assistir Scarlet Heart foi uma excelente escolha e acabou se tornando também um dos meus favoritos. Recomendo a todos!

Tenha certeza: quando ver essa cena, você também estará chorando um rio.

Bônus:
Uma série de fotos MUITO engraçadas para descontrair toda a tensão, seriedade e emoção dos episódios. E não se esqueçam de procurar tanto no site do DramaFever quanto na página do Facebook os vídeos dos atores mandando um recado muito especial para todos os fãs das Américas. Um encanto!

O negócio é ter ousadia e alegria, até mesmo quando se é o rei.

Eu chegando toda princesinha na festa / Indo direto pra mesa de comida

Eu quando fico do lado do crush.

Romantismo em todos os momentos, não é mesmo?

Minha cara quando vejo que um dorama tem segunda temporada.

"Minha amiga tá pagando maior micão, preciso filmar".

Cada um tem o Batman que merece.

O lado bom de se estar completamente fodido, é ser tratado pela mozão.

Perder a classe, jamais. Se tem foto, tem carão.

Quando eu coloco lenha na fogueira e apenas observo as brigas...

Quando me obrigam a tirar foto com a falsa.